Banda desenhada

Festival Internacional de BD de Beja abre hoje à noite

Festival Internacional de BD de Beja abre hoje à noite

Treze exposições, 80 autores, 70 editores e muitos lançamentos no regresso da BD ao Alentejo.

O XVI Festival Internacional de BD de Beja abre hoje as portas, às 21 horas, na Casa da Cultura, prolongando-se até 19 de setembro.

Após o cancelamento da edição do ano passado, devido à pandemia da covid-19, "é uma alegria enorme podermos voltar com o festival", afirmou ao "Jornal de Notícias" Paulo Monteiro, diretor do evento. "Estávamos com muitas saudades de ver livros, exposições, de estarmos juntos, de discutirmos projetos. É voltar à vida, a uma certa normalidade, de podermos fazer as coisas que nos apaixonam. Isto, falando de forma emotiva. Numa versão mais realista, é bom reavivar o mercado e pôr as pessoas em contacto umas com as outras."

Do programa de hoje à noite, destaque para a inauguração das 13 exposições do festival. Para a abertura das Tasquinhas da BD com as especialidades locais. E para os concertos desenhados: Alma Sul, ilustrados por André Caetano, e Nuno Trasher, por Joana Afonso.

Evidentemente que a situação sanitária que se vive obriga a seguir as regras impostas pela DGS, "o que será feito com todo o rigor", afirma Paulo Monteiro, que elenca algumas das medidas: "Além do uso de máscara e lavagem das mãos no interior, não se pode dançar nos concertos nem passear de cerveja na mão; as exposições, colóquios e apresentações terão lotação limitada; no exterior será necessário manter o distanciamento". E remata: "Temos tantas saudades de estarmos juntos, que estas medidas não vão pesar".

Da programação deste ano, Paulo Monteiro destaca "a diversidade das propostas, com exposições muito diferentes, de autores populares e outros mais alternativos", chamando a atenção para "Shennawy, Tok Tok & Companhia", uma mostra de banda desenhada egípcia contemporânea que "contraria as ideias estereotipadas que temos sobre o mundo árabe e a sua cultura, pois nela encontramos temas como sexo, álcool ou droga, apresentados com grafismos muito estimulantes".

Puxando um pouco a brasa à sua sardinha, destaca igualmente a mostra "dos 25 anos do Toupeira - Atelier de Banda Desenhada, o mais antigo do país em atividade e um dos mais antigos da Europa, atualmente com 32 autores".

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Num festival que se pauta, segundo o seu diretor, pela "programação organizada ao minuto, num ambiente muito informal", este fim de semana será possível conversar e pedir autógrafos a oito dezenas de autores, entre os quais o português Luís Louro (criador de "O corvo", "Jim Del Monaco" ou "Alice"), o italiano Carlo Ambrosini (desenhador de Dylan Dog), Nicolas Barral (autor de "Ao som do fado", um romance gráfico que decorre em Portugal nos últimos tempos da ditadura) ou o espanhol Bartolomé Seguí (desenhador das adaptações gráficas de romances de Manuel Vazquez Montálban).

Serão também diversas as apresentações e lançamentos de livros, entre os quais "Ditirambos", uma obra coletiva de autores nacionais; "Lendas Japonesas", de José Ruy; "Haverá um amanhã", de Vête; "Umbigo do Mundo", de Carlos Silva e Penim Loureiro; ou "O corvo V: Inimigos íntimos", de Luís Louro.

Amanhã à noite será entregue a Bárbaro Lopes o prémio Geraldes Lino, que distingue um jovem autor, sendo na altura apresentado o seu fanzine "Sufoco".

A programação integral do festival, que inclui um Mercado do Livro, com 70 editores representados, pode ser consultada na página oficial do evento.

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