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Moullinex: só a empatia poderá iluminar o futuro

Moullinex: só a empatia poderá iluminar o futuro

Novo álbum de Moullinex, "Requiem for empathy", apresentado esta quarta-feira na Casa da Música, no Porto.

"Acredito que vamos viver uma onda de felicidade e euforia sem precedentes. Acho que a merecemos, depois de tanto sofrimento". A profecia (autorrealizável, esperemos) é de Luís Clara Gomes, conhecido como Moullinex, um dos DJ e produtores portugueses mais conceituados internacionalmente. A pandemia fê-lo pensar em empatia, ou na falta dela, e o resultado foi "Requiem for empathy", quarto álbum que edita com o selo da Discotexas, editora que fundou em 2007 com Xinobi.

Virá a felicidade, mas não foi esse o estado de espírito dominante neste trabalho: "Ainda antes da pandemia, passei por uma série de episódios difíceis, que culminaram na morte do meu avô, uma figura de grande importância para mim. Percebi que tinha negligenciado o meu círculo mais próximo. E a minha resposta foi fazer música, tentar, com este projeto, nunca mais esquecer essa parte da minha vida". Mas esse exercício terapêutico, como reconhece o músico, não foi um solipsismo, um mergulho estéril nas profundezas do "eu". Desde logo, porque foi partilhado. "Convidei outros músicos a exporem as suas vulnerabilidades", conta Moullinex.

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