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Pintura de Magritte "L'empire des lumières" vai a leilão com estimativa de 52 ME

Pintura de Magritte "L'empire des lumières" vai a leilão com estimativa de 52 ME

A pintura "L'Empire des Lumières", do artista belga René Magritte (1898-1967), vai a leilão a 2 de março, em Londres, com uma estimativa de 60 milhões de dólares (cerca de 52,6 milhões de euros), anunciou a Sotheby's.

Criado em 1961, o quadro é uma das versões a óleo daquela que é considerada a obra mais importante do pintor belga, que enveredou pelos movimentos artísticos do surrealismo realista e o realismo mágico.

Magritte criou 27 versões de "L'Empire des Lumières" ("O Império das Luzes", em tradução livre), 17 delas pintadas a óleo.

Esta versão - com 114 centímetros por 146 centímetros, proveniente da Coleção Gillion Crowet - que, segundo os especialistas, tem a vantagem da sua grande dimensão, não parece ser a mais importante, do ponto de vista histórico, em relação à primeira versão, datada de 1949, com 48,6 por 58,7 centímetros, proveniente da Coleção Nelson Rockefeller, vendida em 2017, por 20,6 milhões de dólares, pela Christie's, em Nova Iorque.

No entanto, estimam os especialistas, o tamanho das obras é um elemento importante a ter em conta no mundo da arte.

Outras versões foram vendidas em 2002 também pela Christie´s, em Nova Iorque, por 12,6 milhões de dólares (cerca de 11 milhões de euros), de 100 por 80 centímetros, pintada em 1952, e, do mesmo tamanho, pela mesma leiloeira, foi vendida uma outra versão, em 1996, por 3,5 milhões de dólares (cerca de três milhões de euros).

O atual recorde para venda de uma obra de Magritte em leilão é de 26,8 milhões de dólares pagos em 2018 por "Le Principe du Plaisir" ("O Princípio do prazer", em tradução livre) de 1937, vendida pela Sotheby's.

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Muito influenciado pelo simbolismo dos seus compatriotas William Degouve de Nuncques e Fernand Khnopff, e pela pintura metafísica de Giorgio de Chirico, o pintor René Magritte viria a criar um estilo único na época, procurando a provocação nas suas obras, através da manipulação de conceitos e de imagens quotidianas.

O Leilão de Arte Moderna e Contemporânea da Sotheby´s vai apresentar em março obras que percorrem mais de um século de produção artística, nomeadamente das correntes impressionista, cubista, futurista, surrealista, expressionismo abstrato e pop art.

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