Lisboa

Médico acusado de traficar medicamentos para a Guiné-Bissau

Médico acusado de traficar medicamentos para a Guiné-Bissau

Um médico e a companheira foram detidos pela Polícia Judiciária quando tentavam viajar para Guiné-Bissau com dezenas de embalagens de medicamentos que têm substâncias estupefacientes. Já foram acusados do crime de tráfico e outras atividades ilícitas, anunciou, sexta-feira, a Procuradoria da República da Comarca de Lisboa.

Segundo a acusação, o médico e a mulher levavam consigo medicamentos com substâncias ativas como Alprazolam, Diazepam e Metilfenidato, para depois os vender a terceiros. São remédios usados, normalmente, para tratar doenças do foro psiquiátrico.

Pena de médico agravada

Os arguidos teriam comprado os medicamentos em farmácias portuguesas e embarcado no aeroporto do Porto, mas fariam escala e mudariam de avião no aeroporto de Lisboa. Só aqui é que os medicamentos terão sido detetados e a Polícia Judiciária abordou os arguidos sobre o que levavam nas malas de porão.

A acusação por tráfico e outras atividades ilícitas foi deduzida no dia 19 de maio, pelo Ministério Público Departamento de Investigação e Ação penal de Lisboa. A moldura penal daquele tipo de crime (quatro a 12 anos) é agravada em um quarto (para cinco a quinze anos) quando o mesmo é cometido por um médico, farmacêutico ou outro profissional de saúde, trabalhador de serviços prisionais, dos correios ou de instituições de ensino.

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