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É "muito provável" que autocarro acidentado na A1 não tivesse seguro, admite associação

É "muito provável" que autocarro acidentado na A1 não tivesse seguro, admite associação

Seguradoras sem registo mas supervisor quer ter certeza antes de pagar danos aos feridos e as indemnizações pelas mortes do despiste na A1, na Mealhada.

A Associação Portuguesa de Seguradores (APS) revelou esta segunda-feira ao JN que "é muito provável que não tenha seguro" o autocarro com 38 pessoas de Guimarães que no sábado se despistou na A1, na Mealhada, provocando três mortos e 33 feridos. Na base desta informação da APS está o facto de no site da ASF - Autoridade de Supervisão de Seguros "não constar a indicação da existência de seguro" do autocarro que ia para Fátima, refere a APS. A confirmar-se, "a regularização deste sinistro será assegurada pelo Fundo de Garantia Automóvel, gerido pela ASF", acrescenta a APS

A ASF não comenta a situação. Este silêncio da autoridade de supervisão estará relacionado com o facto de querer ter a certeza que a empresa do autocarro não fez pouco antes do dia do acidente um seguro que, por qualquer motivo, não tenha sido ainda "descarregado" no sistema informático. Só depois de rastrear todos os mediadores é que a ASF se pronunciará. A confirmar-se, o Fundo de Garantia Automóvel assumirá os danos físicos e materiais dos feridos e as indemnizações pelas mortes, ficando com o direito de ser ressarcido dos valores por parte da empresa de Guimarães dona do autocarro.

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