Matosinhos

Luísa Salgueiro pretende criar gabinete de gestão do Fundo de Transição Justa

Luísa Salgueiro pretende criar gabinete de gestão do Fundo de Transição Justa

A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, revelou esta sexta-feira ao JN, a intenção de criar um gabinete de gestão do Fundo de Transição Justa - instrumento financeiro criado pela União Europeia para compensar as pessoas e economias dos territórios que vão sofrer os impactos diretos da política de descarbonização - "para que não haja dispersão destes recursos", e para que o valor a receber possa chegar "efetivamente" aos trabalhadores da refinaria de Leça da Palmeira.

No final de uma reunião com o eurodeputado, Manuel Pizarro, que aconteceu esta sexta-feira - em que abordaram quais as prioridades em que serão usados os recursos, trabalho aliás que está a ser feito também em articulação com a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N) - Luísa Salgueiro explicou que a ideia é "a autarquia ser o ponto fulcral, articulando quer os serviços da área do Emprego, da CCDR-N, quer os da própria Câmara, com os trabalhadores para que, por um lado, seja feita a ponte com todas as respostas que necessitem, e por outro, para que se identifique as características ou necessidades para que sejam previstas na utilização do Fundo de Transição Justa".

Por agora, "é essa a prioridade", frisou a autarca, salientando que "também é preciso que aconteça investimento que compense o impacto económico negativo que só no concelho de Matosinhos é superior a 220 milhões de euros".

Já Manuel Pizarro, que também ontem se reuniu com o presidente da CCDR-N a este respeito, destacou que "é importante acelerar o Fundo de Transição Justa para resolver os problemas da refinaria de Matosinhos, e a esse respeito defendeu que "também é importante que a Galp indique quando é que vai divulgar um plano calendarizado de descontaminação dos solos".

Do mesmo modo, apelou a que o Governo "clarifique qual o montante que caberá a cada uma das regiões do país" que serão beneficiadas pelo fundo de 200 milhões de euros a ser usado em Portugal.

Matosinhos terá de partilhar um pacote financeiro que inclui a reconversão da central termoelétrica do Pego, em Abrantes, que o Governo pretende encerrar até final deste ano, e com Sines, onde a Petrogal vai concentrar a refinação de combustíveis em detrimento de Matosinhos.

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