Linha Rosa

Obras do metro fecham Rua dos Clérigos no Porto até final de 2022

Obras do metro fecham Rua dos Clérigos no Porto até final de 2022

A obra de construção da Linha Rosa do metro do Porto começará, a partir da próxima semana, a ter um impacto "mais visível" na cidade do Porto. A partir da próxima quarta-feira, a Rua dos Clérigos fecha ao trânsito e a interrupção vai manter-se até final de 2022.

Mantendo a conclusão da nova Linha Rosa do metro do Porto, entre a estação da Casa da Música e a estação de S. Bento, para o final de 2024, Tiago Braga, presidente da Metro do Porto, alertou, esta sexta-feira, para o facto de que a empreitada foi, até agora, "mais silenciosa e de menor perturbação", mas começará "a ocupar de uma forma mais visível a cidade".

O corte de trânsito na Rua dos Clérigos, que se estenderá por 13 meses, "é fundamental para construir a estação que vai fazer ligação à de S. Bento, da Linha Amarela", explicou Tiago Braga. "A parede da estação obriga-nos a cortar a ligação entre a Rua dos Clérigos e a Rua do Almada", clarificou. Ou seja, a Rua dos Clérigos deixa de ter saída para o trânsito rodoviário, tal como a Rua do Almada. Há no entanto, possibilidade de inversão de marcha no Largos do Lóios.

"Estamos a começar a trabalhar naquilo que é propriamente a estrutura: o túnel e as estações. Sendo que, na Praça da Liberdade, há uma estrutura complementar que é absolutamente crítica para a conclusão da obra, que é o túnel do Rio de Vila", notou Tiago Braga.

Como alternativa para quem pretenda deslocar-se para a Avenida dos Aliados ou para a Praça da Liberdade, a Metro do Porto recomenda a utilização da Praça Guilherme Gomes Fernandes e da Rua de Ceuta (ambas com dois sentidos) ou da Rua do Conde de Vizela.

Por sua vez, Cristina Pimentel, vereadora na Câmara do Porto com os pelouros dos Transportes, Ação Social e Proteção Civil, que também visitou as obras, alertou que "o trânsito será desviado, com privilégio sempre ao transporte público". "Queremos acreditar que, com o hábito, as pessoas se vão ajustar. Apelamos a que vejam com atenção os sinais de desvio", acrescenta.

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"Intervenção pesada"

Reforçando que o método construtivo escolhido foi o que tem menor impacto na cidade, Tiago Braga explicou, numa visita às obras de construção da nova linha, na Praça da Liberdade, esta sexta-feira, que está a decorrer uma "intervenção pesada" naquele local. A existência do Rio de Vila e também de "um conjunto de linhas de águas pluviais" exigem a construção de um túnel a cerca de 20 metros de profundidade e com quase quatro metros de diâmetro. O presidente da Metro notou ainda que haverá vários acessos à estação, tanto no Largos dos Lóios como na Praça da Liberdade.

"Vamos canalizar o tramo mais a poente do Rio de Vila, que depois vai ter uma ligação, no Largo de S. Domingos, a um tramo que desce até ao projeto de musealização da Câmara do Porto", afirmou.

Ao mesmo tempo que decorrem estes trabalhos, acrescenta o presidente da Metro, "vamos começar a fazer as paredes moldadas da futura estação da Praça da Liberdade". "Depois, vamos cobrir e será uma obra propriamente mineira, que vai permitir libertar as zonas ocupadas", esclareceu Tiago Braga, garantindo que esta prática será adotada no decorrer de toda a obra.

Quando à calendarização da obra, o presidente da Metro notou que a empreitada decorre dentro dos prazos previstos. Sobre o que se segue, Tiago Braga notou que, na estação da Galiza, segue-se a colocação de estacas "para dar estrutura à própria estação".

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