Almada

Cavalos-marinhos salvos após colapso de pontão

Cavalos-marinhos salvos após colapso de pontão

Retirados por peritos do rio Tejo e levados para o Oceanário após incidente na Trafaria

O colapso de um dos pontões da Trafaria, em Almada, na última sexta-feira, colocou em perigo um núcleo populacional de cavalos-marinhos, que foram ontem e hoje, quarta-feira, recolhidos do rio Tejo, por peritos licenciados pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para esta operação e alojado no Oceanário de Lisboa até à sua devolução à natureza.

Em comunicado, o ICNF explicou que os cavalos-marinhos, das espécies Hippocampus, hippocampus e H. guttulatus, que vivem debaixo do pontão na Trafaria, têm graves problemas de conservação, necessitando de medidas de proteção específicas e urgentes.

O núcleo populacional é de dimensão desconhecida (foram recolhidos 25 cavalos-marinhos nos dois dias), pelo que o ICNF considera ser "pertinente a sua proteção", colocada em perigo pelo colapso do pontão e com a necessidade, por questões de segurança, de proceder ao afundamento do que resta dele.

Dada a urgência de intervir no pontão, o ICNF defendeu que seria importante assegurar a translocação para um outro local com características adequadas ou mantê-los em cativeiro até poderem ser novamente devolvidos à natureza. Para isso emitiu autorizações para a captura do maior número de espécimes de cavalos-marinhos da população, tendo conseguido, para isso, que a Autoridade Portuária do Porto de Lisboa, salvaguardando as questões de segurança adequadas, adiasse a sua intervenção no pontão para permitir essa captura.

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