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Olaria preta de Bisalhães precisa de novos artesãos

Olaria preta de Bisalhães precisa de novos artesãos

Arte típica de Bisalhães, aldeia de Vila Real, é Património Imaterial da UNESCO há cinco anos. Em janeiro, começa uma formação para encontrar quem continue algo único no Mundo.

Querubim tem a porta da oficina aberta. Entramos. Está a "gugar uma peça" de barro. Gugar? "Sim, gugar". O termo deve ser comum a quem domina a arte da olaria preta de Bisalhães, em Vila Real. A tal que é Património Imaterial da UNESCO faz agora cinco anos. Olhando o "gugar" com atenção adivinha-se que é o mesmo que alisar, já que o que o artesão de 81 anos faz não é mais do que passar repetidamente uma "pedra do rio" num panelo de barro ainda mole. É só uma das fases de um trabalho "demorado e duro", cujos praticantes se contam pelos dedos das duas mãos e ainda sobram.

À volta de Querubim Rocha há imensas peças de diversos tipos e feitios, desde assadeiras e alguidares a máscaras e presépios. As mais próximas são as que tem vindo a fazer nos últimos meses e que ainda não foram ao forno a cozer. As outras, porque já lá foram, têm a tonalidade preta que carateriza esta olaria única no Mundo.

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