Polícia

Amazon usada na Índia para traficar droga

Amazon usada na Índia para traficar droga

A polícia indiana acusou os executivos da Amazon Índia por acreditarem que o site da gigante do comércio a retalho dos EUA está a ser utilizado para contrabandear e vender marijuana.

Dois homens foram presos na semana passada com 21 quilos da droga, no centro do estado de Madhya Pradesh, e disseram aos agentes que estavam a utilizar a plataforma da Amazon para enviar a mercadoria para outros locais do país. Admitiram ter enviado a droga, embalando-a como folhas de stevia, um adoçante natural.

Os responsáveis da Amazon Índia foram incluídos nas acusações devido a contradições entre as provas recolhidas na investigação policial e as respostas enviadas pela empresa às autoridades, segundo um relatório a que a agência AFP teve acesso.

Nem a polícia nem a Amazon deram qualquer indicação sobre o número de funcionários que foram acusados, mas a empresa revelou que estava a investigar o caso e prometeu total cooperação com a polícia, numa declaração, este domingo, à AFP. "Não permitimos a listagem e venda de produtos proibidos por lei na Índia", disse um porta-voz da empresa.

A Índia é um mercado chave para a Amazon, com investimentos locais no valor de 6,5 mil milhões de dólares (cerca de 5,7 mil milhões de euros) no país desde a sua chegada, em 2013.

O caso da droga é a mais recente dor de cabeça legal para o braço indiano da empresa norte-americana, que também enfrenta uma investigação da autoridade da concorrência, juntamente com a filial do supermercado Walmart Flipkart, por alegadamente terem beneficiado alguns fornecedores.

A Amazon também lançou uma investigação interna depois de ter descoberto em setembro que um ou mais dos seus empregados indianos tinham subornado funcionários governamentais.

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