COP26

Japão promete 8,6 mil milhões de euros para promover emissões zero na Ásia

Japão promete 8,6 mil milhões de euros para promover emissões zero na Ásia

O primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, prometeu fundos 8,64 mil milhões de euros ao longo de cinco anos para promover a transição energética na Ásia, durante a cimeira climática COP26 em Glasgow.

"O Japão vai avançar com os esforços no sentido de uma emissão líquida zero na Ásia, o motor do crescimento económico global", disse Fumio Kishida no segundo dia da COP26 em Glasgow, de acordo com a agência noticiosa Kyodo.

"Quero transmitir ao mundo a firme determinação do Japão em exercer a sua liderança rumo a zero emissões na Ásia", disse aos meios de comunicação locais horas antes da sua chegada à cimeira.

Os 8,64 mil milhões de euros terão como objetivo promover uma via carbono zero na Ásia, de acordo com a declaração do primeiro-ministro japonês.

Esta ajuda somar-se-ia aos 60 mil milhões de dólares (51,806 mil milhões de euros) anunciados pelo Japão em junho, aproximando-a do compromisso dos países desenvolvidos de mobilizar um total de 100 mil milhões de dólares por ano (86,341 mil milhões de euros) em financiamento climático, um dos pontos-chave das Nações Unidas na luta contra as alterações climáticas.

No seu discurso no segundo dia da COP26, Kishida reafirmou também o compromisso assumido pelo Japão no ano passado no sentido da neutralidade de carbono até 2050 e da redução de 46% das emissões de gases com efeito de estufa até 2030, a partir dos níveis de 2013.

"O Japão continuará a esforçar-se para atingir o objetivo de reduzir as suas emissões em 50%", afirmou.

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A terceira maior economia do mundo continua fortemente dependente do carvão e é o quinto maior emissor mundial de emissões de CO2, atrás da China, Estados Unidos, Índia e Rússia (ou sexto incluindo a União Europeia como bloco), de acordo com dados da plataforma internacional Global Carbon Atlas.

Durante a cimeira, Kishida realizou uma breve reunião com o presidente dos EUA Joe Biden.

Kishida e Biden reafirmaram a sua intenção de manter uma estreita cooperação na região Indo-Pacífico face a uma China mais assertiva, de acordo com os meios de comunicação locais.

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