94 anos

Morreu o cardeal que revelou o Terceiro Segredo de Fátima 

Morreu o cardeal que revelou o Terceiro Segredo de Fátima 

O cardeal italiano Angelo Sodano, secretário de Estado emérito do Vaticano e decano emérito do Colégio dos Cardeais, morreu na sexta-feira, em Roma, aos 94 anos, vítima de complicações relacionadas com a covid-19. Sodano revelou a 13 de maio de 2000 a terceira parte do Segredo de Fátima, a pedido de João Paulo II.

Em comunicado, o Santuário de Fátima lamentou hoje a morte do cardeal onde expressa "gratidão e pesar" pelo falecimento e recorda a sua ligação à mensagem de Fátima.

"Na circunstância solene da sua vinda a Fátima, em maio de 2000, o Sumo Pontífice incumbiu-o de comunicar o sentido da terceira parte do Segredo de Fátima. 'A visão de Fátima refere-se sobretudo à luta dos sistemas ateus contra a Igreja e os cristãos e descreve o sofrimento imane das testemunhas da fé do último século do segundo milénio. É uma Via Sacra sem fim, guiada pelos Papas do século vinte', afirmou na alocução que fez em Fátima, no final da Missa", recorda o Santuário no documento enviado à imprensa.

O cardeal Angelo Sodano indicou que, na interpretação dos Pastorinhos, confirmada pela Irmã Lúcia, "o 'Bispo vestido de branco' que reza por todos os fiéis é o Papa", e reconheceu também que, após o atentado de 13 de maio de 1981, "pareceu claramente a Sua Santidade que foi uma mão materna a guiar a trajetória da bala, permitindo que o ,Papa agonizante, se detivesse ,no limiar da morte,", recorda ainda o comunicado.

O cardeal nasceu a 23 de novembro de 1927, em Itália. Foi ordenado sacerdote em 1950.

Francisco recorda "dedicação exemplar"

"A morte do cardeal Sodano suscita na minha alma sentimentos de gratidão ao Senhor pelo dom deste estimado homem de Igreja, que viveu com generosidade o seu sacerdócio inicialmente na Diocese de Asti e depois, no restante da sua longa existência, a serviço da Santa Sé", recordou o Papa, na sua mensagem de pesar pela morte de Angelo Sodano.

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Francisco lembrou o trabalho de Sodano ao lado dos seus antecessores João Paulo II e Bento XVI, os quais "lhe confiaram importantes responsabilidades na diplomacia vaticana, até o delicado ofício de secretário de Estado".

Evocou, ainda, o papel de Angelo Sodano nas representações pontifícias no Equador, Uruguai e Chile, considerando que se dedicou "com zelo ao bem dessas populações, promovendo o diálogo e a reconciliação".

Por outro lado, na Cúria Romana "exerceu a sua missão com dedicação exemplar", acrescentou o pontífice, que reconhece ter sido ele, também, "beneficiado de algum modo pelas suas capacidades mentais e de coração, especialmente no tempo em que exerceu a função de decano do Colégio Cardinalício".

"Em cada encargo demonstrou ser um homem eclesialmente disciplinado, amável pastor, animado pelo desejo de divulgar em todos os lugares o fermento do Evangelho", acrescentou Francisco na sua mensagem, citado pelo sítio Vatican News, portal oficial de notícias do Vaticano.

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