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Apenas uma queixa de discriminação desde a mudança das regras para dar sangue

Apenas uma queixa de discriminação desde a mudança das regras para dar sangue

Desde a alteração da norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre os critérios da doação de sangue, a 19 de março do ano passado, para impedir a discriminação de homossexuais nas dádivas, só houve uma queixa ao Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST). ILGA considera que a "mudança histórica" deve ser motivo para que Portugal continue a fazer diferença no domínio dos Direitos Humanos.

No último ano, a Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), a Provedoria da Justiça e a ILGA não receberam qualquer denúncia de discriminação de homossexuais. A norma da Direção-Geral da Saúde (DGS) que define os critérios de avaliação de risco para a dádiva de sangue, nomeadamente relacionado com os comportamentos sexuais, foi clarificada a 19 de março de 2021, após vários homens terem sido barrados nos centros de recolha de sangue.

Ao JN, o Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) confirma apenas uma queixa e recorda que a "alteração inclusiva", também foi acompanhada de uma mudança do manual de triagem de dadores e de realização de formações, feitas em parceria com associações LGBTI, para profissionais de saúde e público geral. Ao JN, a presidente da instituição sublinha que Portugal se antecipou em relação a países como o Reino Unido, a Holanda ou a França, que só depois acompanharam a alteração.

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