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Catarina Martins pede BE reforçado em apoio aos imigrantes contra extrema-direita

Catarina Martins pede BE reforçado em apoio aos imigrantes contra extrema-direita

Catarina Martins pediu esta segunda-feira que o Bloco de Esquerda (BE) se mantenha a terceira força política em Portugal com votação reforçada nas legislativas de 30 de janeiro também pelo seu apoio aos imigrantes, contra a extrema-direita.

A coordenadora do BE visitou hoje à tarde a Solidariedade Imigrante - Associação para a Defesa dos Direitos dos Imigrantes, em Lisboa, um dia depois do seu frente a frente televisivo com o presidente e deputado único do Chega, André Ventura.

No interior da associação, acompanhada pelas deputadas do BE Beatriz Gomes Dias e Mariana Mortágua, Catarina Martins conversou com alguns imigrantes, perante quem afirmou, em português e inglês, que para o seu partido "são muito bem-vindos e bem-vindas" e devem ser respeitados, ao contrário do que defende a extrema-direita.

À saída, em declarações aos jornalistas, a coordenadora do BE reiterou essa mensagem e considerou que também "é dessas escolhas que se fala nas próximas eleições".

"Se queremos uma política que respeite os direitos humanos, a decência, e que puxa pela economia, e que por isso respeita os trabalhadores imigrantes -- ou se queremos uma política do ódio, que persegue os trabalhadores, os imigrantes trabalhadores, ao mesmo tempo que convive tão bem com os esquemas de 'vistos gold' em que milionários que nós não sabemos como é que conseguiram o seu dinheiro podem comprar o direito à residência em Portugal", disse.

Catarina Martins apelou a que nas eleições legislativas antecipadas se rejeite "esta política de mentira da extrema-direita que protege os 'vistos gold' da corrupção ao mesmo tempo que persegue os imigrantes".

"É por isso que é tão importante que o BE seja a terceira força política em Portugal, reforçada. E eu sei que vai ser, porque sei que Portugal é um país de gente decente, que luta pelos direitos de quem trabalha e que não permite que a mentira e o insulto sejam o nosso quotidiano", acrescentou.

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A Solidariedade Imigrante foi criada em 2001 para, em conjunto com os imigrantes, lutar pelos seus direitos e presta apoio à sua regularização, reagrupamento familiar, asilo político, procura de emprego e formação profissional. Atualmente tem 43.700 associados de 99 nacionalidades, segundo Timóteo Macedo, seu fundador e presidente.

Timóteo Macedo, que é membro do BE, defendeu que "é muito importante que este partido continue a ter coragem política para levar os problemas da imigração ao parlamento, ao Governo" e que o executivo do PS chefiado por António Costa "tem sido conivente com as políticas mais securitárias da Europa fortaleza que constroem muros e fronteiras de arame farpado".

"São políticas criminosas, é preciso combatê-las", declarou.

A coordenadora do BE elogiou a Solidariedade Imigrante, referindo que "é uma das associações que deu a voz aos imigrantes vítimas dos abusos mais terríveis neste país, seja dos abusos laborais, do trabalho forçado em Odemira, ou mesmo da violência policial racista".

"A nossa responsabilidade é combater este negócio feito abuso e violência sobre os imigrantes que trabalham no nosso país. A população estrangeira é apenas 6% da população em Portugal, mas faz uma contribuição líquida anual de mais de 800 milhões de euros para a Segurança Social, e é vital a tantos setores da nossa economia", sustentou.

Um dos imigrantes presentes na conversa com as dirigentes e deputadas do BE perguntou por que motivo a extrema-direita é contra a imigração. Catarina Martins respondeu-lhe, em inglês, que "a extrema-direita em todo o mundo só quer fomentar o ódio e colocar trabalhadores pobres uns contra os outros" para "manter a economia de privilégio".

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