Pandemia

Dois passageiros infetados com covid-19 no último voo de Moçambique

Dois passageiros infetados com covid-19 no último voo de Moçambique

Dois dos 218 passageiros que viajaram no último voo de Moçambique, que aterrou sábado em Lisboa, estão infetados com covid-19.

Os voos de e para Moçambique foram suspensos à meia-noite, devido a restrições impostas a países da África Austral, onde foi detetada a nova variante da covid-19, a ómicron, cuja gravidade é ainda uma incógnita.

O último voo proveniente de Maputo, antes da suspensão, aterrou sábado em Lisboa. Os 218 passageiros que ficaram em Portugal, dos 262 a bordo, foram testados à covid-19. Segundo a RTP, duas pessoas testaram positivo ao novo coronavírus. Uma informação confirmada, entretanto, pelo Instituto de Saúde Nacional Ricardo Jorge, sendo que um dos casos é da variatne delta e o outro não foi conclusivo.

Os passageiros foram testados pelo INEM, no sábado, após a aterragem do avião, às 18.41 horas, em Lisboa. Operação que envolveu ainda o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e a PSP.

"As pessoas têm que fazer um teste e depois têm que cumprir 14 dias de isolamento profilático. Estão a ser notificadas pelo SEF nesse sentido e assim que foram acabadas as colheitas a todos os passageiros, os testes serão entregues no Instituto Ricardo Jorge", disse Bruno Borges, do INEM, que falou aos jornalistas no sábado, durante a operação de testagem, prevendo, na altura, que os resultados seriam conhecidos ainda durante o fim de semana.

Esta operação aconteceu na sequência da decisão do Governo que "prevê que todos os passageiros façam à entrada em território nacional um teste antigénio ou um teste PCR, no sentido de garantir que todas as pessoas que entram em território nacional não estão com a doença face a esta nova variante que temos que é muito agressiva".

PUB

De acordo com uma nota do Ministério da Admnistração Interna, divulgada na sexta-feira, "a partir das 00:00 deste sábado, 27 de novembro, todos os passageiros de voos oriundos de Moçambique (assim como da África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbabué) ficam obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias após a entrada em Portugal continental, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde".

O MAI especifica ainda que a obrigatoriedade de quarentena de 14 dias é extensível "aos cidadãos que entrem em território nacional que tenham saído de algum daqueles sete países nos 14 dias anteriores à sua chegada a Portugal".

"Estas medidas restritivas visam prevenir a disseminação da nova variante do vírus SARS-CoV-2", justifica o governo.

Em Portugal, desde março de 2020, morreram 18.405 pessoas e foram contabilizados 1.139.810 casos de infeção, segundo dados da Direção-Geral da Saúde.

Uma nova variante (Ómicron) foi recentemente detetada na África do Sul e, segundo a Organização Mundial da Saúde, o "elevado número de mutações" pode implicar uma maior infecciosidade.

Mais Notícias (desktop)

Outros Conteúdos GMG