Dádiva

Homenagear jovens para os incentivar a doar sangue

Homenagear jovens para os incentivar a doar sangue

Atrair os jovens para a dádiva de sangue é importante, bem como garantir a sua fidelização. A mensagem foi deixada este domingo, Dia Nacional do Dador, pela presidente do Instituto Português de Sangue e da Transplantação (IPST), Maria Antónia Escoval, durante uma homenagem a um grupo de oito jovens pelas suas dádivas.

"É muito importante. Em primeiro lugar, porque se tivermos um dador fidelizado é também um garante da qualidade e da segurança do produto. Isso permite-nos manter as reservas de sangue", afirmou Maria Antónia Escoval, insistindo que um dador habitual é um dador informado.

O IPST assinalou o Dia Nacional do Dador de Sangue no Centro de Sangue e da Transplantação de Lisboa, paralelo ao Hospital Pulido Valente com uma homenagem a um grupo de jovens e a apresentação pública do cartão digital do dador de sangue, que deverá arrancar no segundo semestre deste ano.

Maria Antónia Escoval afirma que homenagens como estas são "efetivamente uma mensagem para o futuro", aludindo à necessidade de sensibilizar jovens dos 25 aos 44 anos, que são o público que necessitam constantemente para repor as reservas de sangue e plasma. "O grupo dos 25 aos 44 é um público que precisamos constantemente de seduzir, de sensibilizar. Porque é onde as pessoas, profissionalmente, estão na sua fase de construção de uma carreira e com os seus compromissos familiares". disse, tornando-se "no público a que é mais difícil chegar."

Para esse efeito, o IPST pretende encetar um plano de comunicação através das redes sociais, de forma a envolver as associações envolvidas e os próprios dadores. "As redes sociais permitem-nos ter um público mais abrangente. Um público não só dos 18 aos 24, mas também dos 25 aos 44", afirma a presidente do IPST.

O que dizem os jovens?

Matilde Almeida, estudante de ciências da comunicação no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) da Universidade de Lisboa, e Miguel Martins Carvalho, estudante de Medicina na Universidade do Porto e que veio à cerimónia desde Vila Real, foram dois dos jovens homenageados na cerimónia.

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"Fiquei muito surpreendida quando soube que tinha ganho este prémio. Eu comecei a doar assim que atingi os 18 anos e fui muito encorajada pela minha família", afirma Matilde Almeida, que tem mantido uma regularidade na dádica, mesmo durante a pandemia quando foi "mais difícil". Miguel Martins Carvalho confessou-se surpreso quando foi contactado. Como estudante de Medicina, entende que o ato da dádiva de sangue é algo que qualquer um pode fazer e que custa pouco.

No entanto, ambos entendem que há mais que pode ser feito no domínio da informação. "Eu comecei a dar sangue por causa da minha família. Se não fossem eles a motivarem-me, eu nunca tinha dado. É algo que não aprendi na escola", aponta Matilde Almeida.

Miguel Martins Carvalho mostrou-se desapontado, achando "pouco para o que pode ser feito" ao nível de atrair os jovens. "Acho que a iniciativa deve partir mais das instituições do que dos jovens. Há outros meios em que se pode chegar, como mensagens, emails ou até cartas, como manda o Exército no Dia da Defesa Nacional. Há várias estratégias para chegar diretamente a cada jovem."

Novos meios

A cerimónia contou também com a apresentação do cartão digital do dador de sangue, que vai ser integrado no conjunto de cartões já existentes na aplicação móvel id.gov.pt.

A aplicação vai permitir que quer novos, quer doadores frequentes possam fazer o upload dos seus dados num único lugar.

A cerimónia também contou com uma homenagem a Andreia Vale, jornalista da TVI e nova "Mensageira da Dádiva". Por meio de videochamada, a jornalista descreve o ato de doar sangue como uma das sensações de maior felicidade na sua vida e dos gestos mais fáceis.

O IPST também mostrou vídeos de jogadores do Porto, Sporting, Benfica, Sporting de Braga e Rio Ave em atos de dádiva de sangue, para sensibilizar os jovens.

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