Lisboa

Recusada proposta do CDS para passadeira LGBT por violar a lei

Recusada proposta do CDS para passadeira LGBT por violar a lei

A Junta de Freguesia de Arroios, em Lisboa, não vai seguir a recomendação aprovada pela Assembleia de Freguesia, por proposta pelo CDS-PP, no sentido de pintar uma passadeira da Avenida Almirante Reis com as cores do arco-íris. "É ilegal, porque contraria o disposto no código da estrada", justificou ao JN, Margarida Martins, presidente da junta.

A proposta, que deu origem a uma acesa polémica nas redes sociais, sobretudo entre militantes do CDS-PP, previa a pintura de uma passadeira com as cores da LGBT, na Avenida Almirante Reis, em Lisboa, a 17 de maio, Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia.

Margarida Martins confirmou ao JN que falou com o vereador da Câmara Municipal de Lisboa sobre esta proposta, e que este confirmou que a pintura de passadeiras viola a lei, pelo que não é possível. A autarca acrescentou que irá preparar uma iniciativa a desenrolar durante dois dias na Avenida Almirante Reis, para assinalar o Dia Internacional de Luta contra a Homofobia, Transfobia e Bifobia, mas disse não poder ainda adiantar mais pormenores.

Na proposta do CDS-PP, os eleitos do partido, Frederico Sapage Pereira e Vítor Teles, salientavam que "a freguesia de Arroios é um lugar de todos e para todos, e sobretudo um lugar de inclusão".

Uma posição que, no entanto, não caiu bem em certos setores do partido, com várias vozes a alimentarem a polémica nas redes sociais nos últimos dias. Em alguns casos, houve mesmo quem sugerisse ilações a nível nacional, chamando à discussão a liderança da presidente Assunção Cristas.

Por exemplo, Miguel Mattos Chaves, presidente da concelhia da Figueira da Foz, escreveu que "o CDS-PP não tem emenda", acrescentando que assim seria "pelo menos enquanto esta direção estiver em funções". O crítico admitiu mesmo votar em branco, e terminou o comentário ao post do presidente da Distrital de Lisboa, João Gonçalves Pereira com a expressão elucidativa: "E speremos que haja mudanças na direção" .

PUB

Já os autores da proposta esclareceram, em comunicado, que "todas as moções e recomendações apresentados pelo CDS em Arroios vinculam única e exclusivamente os autarcas eleitos democraticamente nesta freguesia, sendo cada um deles solidariamente responsável pelas iniciativas políticas do grupo".

Mais Notícias (desktop)

Outros Conteúdos GMG