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Deus vs lobby das armas e Bonnie e Clyde do Grande Porto

Passaram 10 anos desde que Joe Biden, na altura vice de Barack Obama, lamentou um massacre numa escola do Connecticut, onde um atirador matou 20 alunos do primeiro ano e outras seis pessoas. "Quando me tornei presidente, esperava não ter de o fazer novamente", partilhou na terça-feira, a partir da Casa Branca, depois de um jovem de 18 anos, armado com um revólver e uma espingarda, ter ceifado a vida de 19 crianças e dois professores, numa escola básica da cidade de Uvalde, no Texas. Falamos de Salvador, um miúdo simpático e tímido com relações familiares tensas e um passado de bullying, que comprou as armas este mês, dias depois de ter atingido a maioridade, assim escreve a jornalista Mariana Albuquerque.

paulo lourenço

As notícias da morte do "bicho" foram manifestamente exageradas

A história tratou de imortalizar a frase do escritor norte-americano Mark Twain, quando este reagiu, com humor e ironia, ao falso anúncio do seu falecimento:. "As notícias sobre a minha morte foram manifestamente exageradas". Lembra-me isto porque, por cá, houve também quem entendesse que o fim do uso obrigatório de máscaras e o regresso das festas fosse o epílogo da tão odiada pandemia... Não foi. Os dados mais recentes mostram Portugal no topo da União Europeia e no pódio mundial dos contágios.

OMS pede profissionais de saúde, Governo promete 2600 polícias

Desta vez, não foram os sindicatos, nem os partidos à esquerda do PS que o disseram. Foi a Organização Mundial de Saúde (OMS), que, através da diretora do seu Departamento de Preparação Sanitária, Stella Chungong, alertou para a escassez de profissionais no nosso SNS, apontando caminho ao Governo: "Se [os profissionais do SNS] não virem incentivos claros para que permaneçam, façam o seu trabalho e se sintam felizes, irão para outros sítios", declarou, na sede do Infarmed, em Lisboa.

ana tulha

Dez milhões de mortes que escaparam às contas

Foi o tema dominante de todos os espaços noticiosos durante meses a fio, dia após dia, manchetes sem-fim, boletins incessantes e um rol de mortes aterrador. Até que veio uma guerra em plena Europa e a covid-19 foi perdendo importância, descendo sucessivamente na hierarquia informativa, até quase virar nota de rodapé. Agora, com as máscaras a descer e os números a subir, uma estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) vem pôr outra vez o dedo na ferida, lembrar-nos dolorosamente de quão devastadora foi - e ainda é - esta pandemia, a vários níveis.

sílvia gonçalves

Mais de 100 emergiram dos túneis. Centenas subsistem na escuridão

Dos subterrâneos da siderúrgica Azovstal, em Mariupol, emergiram hoje 101 civis, que uma operação conjunta das Nações Unidas e Cruz Vermelha permitiu fazer chegar a território menos dilacerado, Zaporíjia. Sobre a mesma fábrica, último reduto da resistência ucraniana na cidade costeira, prepara-se o exército russo para avançar com aviação e artilharia, segundo anúncio do Ministério da Defesa russo, que refere ainda o envolvimento de separatistas pró-Moscovo, de Donetsk, para "destruir as posições" ucranianas no complexo industrial. Depois do aviso, as forças ucranianas confirmaram um "poderoso ataque" à fábrica de aço, "com o apoio de veículos blindados e tanques", de que terão resultado dois mortos e dez feridos. Nas caves do complexo, mantêm-se centenas de civis retidos. António Guterres disse esperar que a coordenação da ONU com Kiev e Moscovo "leve a mais pausas humanitárias".

ana tulha

Entre o medo de morrer soterrado e o medo de acabar em território inimigo

De um lado, a vida cingida à negritude dos túneis e abrigos subterrâneos de um complexo industrial da era soviética, dois infinitos meses sem réstia de luz solar, o oxigénio a querer escassear, a sensação de um desabar iminente a cada bombardeamento (como aqui se conta). Do outro, o medo de ser desviado na fuga, o pavor de não chegar nunca ao porto seguro, de acabar antes condenado a sobreviver em território inimigo. Será este o dilema que, por estes dias, aflige uma boa parte dos civis que continuam a resistir nas entranhas da fábrica da Azvostal, em Mariupol (Ucrânia)

inês schreck

Expectativas em baixo, lá fora e cá dentro

Um dia depois da visita de António Guterres a Moscovo, a Rússia cumpriu o prometido e cortou o fornecimento de gás à Bulgária e à Polónia. Um dia depois do encontro do secretário-geral das Nações Unidas com Putin, continuam os ataques armados na Ucrânia, não há acordo para corredores humanitários em Mariupol e sobem de tom as ameaças a qualquer país de fora que ouse intervir no conflito. Um dia depois...Guterres chega a Kiev, mas as expectativas são baixas.