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O tabu (ainda) dita as regras

O tabu (ainda) dita as regras

No desporto, particularmente em Portugal, a homossexualidade continua a ser questão votada a um poderoso manto de silêncio. Por trás dele, escondem-se histórias de medos e angústias, de gozo e insultos, de vidas duplas e sofrimentos múltiplos. O caminho faz-se de ínfimos ​​​​​​​passos, num ritmo bem mais lento do que o que vamos vendo noutros países.

Saber, acha que soube desde miúdo. Mas a clareza de ideias tardou, andou ali nublada, tímida, embrulhada entre os anos da infância e do princípio da adolescência em que já desbravava os rinques sobre os patins. A primeira experiência homossexual viveu-a aos 16 anos. Mas não se definiu logo ali.

Durante uns tempos, ainda andou com rapazes e raparigas. Era a fase em que as conversas de balneário redundavam inevitavelmente nas miúdas. Ele alinhava. Por isso, nunca se sentiu posto de parte. Mas a ânsia da integração tinha um lado perverso. "Uma pessoa esconde-se. Vive-se uma vida que não é a nossa. Às vezes sentia-me bipolar."

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