Opinião

Vacinar ao ritmo possível?

Vacinar ao ritmo possível?

No dia em que experimentamos a segunda fase do desconfinamento, vale a pena fazer um ponto da situação da vacinação, um eixo essencial para que tudo corra sobre rodas nos próximos meses.

A questão é que a lentidão da vacinação na maior parte dos países da União Europeia custa vidas todos os dias. Isto é um facto. A Organização Mundial da Saúde veio recentemente criticar a União Europeia, observando que o plano de vacinação está a um ritmo "inaceitavelmente lento". Uma tomada de posição forte, sabendo-se do problema de abastecimento e das dúvidas levantadas pela vacina da AstraZeneca.

Mesmo assim, chega-se à conclusão que nem todos os países europeus estão no mesmo barco. Só a Finlândia, Irlanda, Malta e Suécia cumpriram o compromisso fixado pela União Europeia de ter vacinado no primeiro trimestre do ano pelo menos 80% das pessoas com mais de 80 anos ou com menos idade, mas com comorbilidades associadas.

Apesar de tudo, Portugal (e a Dinamarca) está próximo desse objetivo. Aliás, traçado pelo responsável do plano de vacinação, o vice-almirante Gouveia e Melo, para 11 de abril mas com a inconveniência de nem todos terem tomado a segunda dose.

Em termos médios, na União Europeia só 27% dos octogenários e 47% dos doentes de maior risco receberam as duas doses. Das 87,6 milhões de doses distribuídas na União Europeia, foram gastas 70,6 milhões.

É verdade que a AstraZeneca faltou aos seus compromissos e distribuiu menos 70 milhões de doses daquelas que estavam acordadas no primeiro trimestre, mas a lentidão da vacinação em alguns países prejudica o controlo da pandemia e, por consequência, o arranque da economia europeia.

A prova mais evidente de que a vacina funciona é que se conseguiu estancar a hemorragia das mortes em lares. Entretanto, teremos de continuar a usar as máscaras por muito tempo.

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*Editor-executivo

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