Opinião

Confiança em Portugal

Confiança em Portugal

O recrudescimento pandémico impõe novamente atitudes de cautela redobrada. As medidas adotadas pelo Governo, assentes no parecer científico e no consenso político alargado, são, para já, adequadas às necessárias limitações sem colocar em causa o fluir, tão regular quanto possível, da vida social e económica.

Termos ultrapassado os primeiros dois anos da pandemia, após vários estados de emergência, e apresentarmos indicadores de recuperação económica acima da média europeia e níveis de desemprego abaixo do período pré-crise, é surpreendente e diz bem do acerto da resposta solidária a esta crise.

Gostaria, contudo, de sublinhar um dos mais importantes sinais de confiança no futuro do país: o modo como os investidores estrangeiros têm vindo a investir em Portugal. Isto não significa desvalorizar o que há ainda a fazer, nomeadamente na qualificação das pessoas, na modernização das instituições, na valorização das infraestruturas e dos recursos endógenos, na redução dos custos de contexto e na política fiscal. Esse caminho tem vindo a ser feito e teria tido um importante impulso caso a proposta de Orçamento do Estado para 2022 tivesse sido aprovada.

Atentemos nisto: em 2020 e de acordo com um estudo publicado pela "EY Attractiveness Survey Portugal 2021", apesar da pandemia, passámos a integrar o clube das dez economias mais atrativas para o investimento direto estrangeiro (IDE), em número de projetos aprovados (157) e na envolvente responsável pela criação de 9000 postos de trabalho. O peso do stock de IDE no PIB nacional nos anos de 2018, 2019 e 2020, registou um crescimento de 15%. Em 2016 o valor do IDE em Portugal era de 116 430 milhões de euros e, em 2020, foi de 144 818 milhões de euros. Ou seja, um crescimento de 24% em cinco anos. Um incremento do stock de capital superior a 28 360 milhões de euros.

É uma clara prova de confiança no futuro do nosso país.

*Secretário-geral-adjunto do PS

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