GNR no JN

O Vento de Amanhã

Quase tão inevitável como a morte e os impostos, a manhã tem trazido para estas bandas o vendaval de notícias que se encontra na caixa do correio na forma deste jornal: "who wants yesterday"s papers?", perguntava o velhinho conjunto de ritmos que ainda dá pelo nome de Piedras Rolantes em terras de Espanha, areias de Portugal.

Claro que há o vitorioso online sempre atualizado ao microssegundo mas sem os nacos de prosa ou o saboroso pitéu vegano da folha de couve que se desdobra como em camadas de cebola e acaba por vezes a envolver as sazonais castanhas quentes e boas; mas ser capa e contracapa, interior cultural evitando as notícias mais cor-de-rosa num lúbrico arco-íris multifacetado é deveras a honra e o prestígio, mais que as bombaças e as piscinas e veleiros dos amigos mais INtimos.

Fiel companheiro até à necrologia final, o jornal diz sempre a verdade, seja ela pravda ou parva. A luta incessante na redação, onde o ditado é proibido e a cópia é indecente; contrariamente às televisões que pespegam, insinuam e abafam, o que aqui se diz está e fica escrito, como nas maiores religiões "do Livro" em apostolados, epifanias e epístolas.

E nós, nos conjuntos, lá vamos cantando e rindo até que a vós vos doa, passaram-se quarenta (mais) anos como se fossem 55 dias em Pequim ou sete semanas e meia numa volta ao nosso mundo em oitenta noites seguidas,

concordamos em discordar ao sabermos de comentários apropriados e críticas pretensiosas ou jocosas e assistimos ao desaparecimento de pasquins convencidos, tutelares instituições eternas a esboroarem-se, ridículas tentativas de oportunismo político abandonadas e falidas num estalar de dedos:

Assim, continuemos, POPulares e não populistas, revolucionários mas nunca egoístas, artistas sem pretensões a sermos cientistas. E comodistas... sempre, refastelados na Música e a ler um Jornal, de preferência de Notícias.

*Diretor convidado do JN

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