Opinião

UE + NATO + guerra e paz

UE + NATO + guerra e paz

A absurda guerra que a Rússia está a desenvolver contra a Ucrânia colocou em sentido os países que, sendo membros da União Europeia (UE), não são membros da NATO, em especial os que têm proximidade geográfica e/ou fronteira com a Rússia.

Os princípios até agora assumidos pela Finlândia e pela Suécia de se manterem fora da NATO - numa lógica de neutralidade que em paz é fácil de gerir -, ao olhar atentamente para uma guerra como a que acontece em plena Europa, foram ponderados, optando-se pelo reforço dos valores do tal "Mundo Ocidental" e integrando uma organização que tem um papel de grande importância na manutenção da paz no Mundo: a NATO.

É por isso que se saúda de forma efusiva a decisão histórica da Finlândia e da Suécia de solicitarem a sua adesão à NATO, querendo que a Aliança Atlântica tenha uma decisão positiva e rápida de integração destes dois países, reforçando a sua capacidade de fazer frente à Rússia e em especial a sua capacidade de defender a paz com processos dissuasores de agressões militares.

Na gestão da política e da economia, a UE tem de reforçar as suas relações políticas e económicas com os seus aliados, que também são os seus aliados na NATO, para trabalhar e garantir a paz e a sua defesa em caso de agressão militar, agora que a opinião pública percebe melhor que uma guerra não é uma história de um qualquer século passado, mas é sim uma história que se está a escrever nos dias do presente com perspetivas de futuro.

Este é o tempo de reequilibrar as relações políticas e económicas dos países membros da UE, assim como das forças militares, para conseguirmos uma paz duradoura com o efeito dissuasor sobre tentações expansionistas e de guerra, como a que assistimos na Ucrânia. Há uma necessidade premente de termos uma UE mais competente e muito mais ativa na diplomacia política internacional, e cuidando devidamente do reordenamento das suas relações económicas, com a devida ponderação política e militar.

Este também é o tempo de recolocar o alargamento da UE como um instrumento político e económico relevante para a Europa e para o Mundo, sem perigosas pressas, mas com determinadas diligências que integrem acordos e planos de pré-adesão, além de uma operação especial de cooperação para a reconstrução com a devastada Ucrânia.

Neste âmbito, a visita do primeiro-ministro português à Ucrânia é um gesto político positivo, que reitera o nosso empenho no apoio àquele país, enaltecendo a presença de Portugal, com um balanço muito positivo, na UE e na NATO.

PUB

Viva a União Europeia e a NATO. Viva a paz.

*Presidente da Câmara de Aveiro

Mais Notícias (desktop)

Outros Conteúdos GMG