Entrevista

Iris Cayatte em várias frentes na TV

Iris Cayatte em várias frentes na TV

Atriz assume-se uma mulher emancipada na série "Vento Norte" que a RTP estreia a 14 de abril, depois de se apresentar como inspetora na novela da SIC "A Serra" e de ter feito "Kamikaze" para a HBO.

Apesar de 2020 ter sido um ano atípico por causa da pandemia, Iris Cayatte até nem se pode queixar. Findo o primeiro confinamento, entre julho e setembro, a atriz passou três meses em Braga a gravar a série "Vento Norte", que se estreará a 14 de abril na RTP1. O cariz histórico do projeto agradou-lhe, pois como não estudou em Portugal (andou pelo Luxemburgo e Reino Unido), teve que fazer uma pesquisa mais apurada dos factos que marcaram o nosso país entre 1914 e o Golpe de Estado de 28 de maio de 1926. "Foi quase como aulas de História", afirma.

Na história, Iris é Albertina Ferro, "a filha dos caseiros de uma família nobre, em Braga". Com os estudos e livros oferecidos pela madrinha, acaba por ir estudar para Coimbra, "numa altura em que quase não havia nenhuma mulher portuguesa a estudar". "Formada em Direito, a Albertina acaba por seguir um caminho bastante político e perceber que a sua missão passa muito pela luta por direitos iguais, por pagamento igual por trabalho entre homens e mulheres, e também pelo direito ao voto", diz a intérprete.

A meio das gravações de "Vento Norte", no verão passado, ainda integrou o elenco de "Kamikaze", a primeira série dinamarquesa para a HBO. Foi rodada em Tenerife, tendo sido em inglês - a língua que dominou os seus estudos - que a atriz representou. Recentemente, Iris entrou em cena também na novela da SIC "A Serra", na pele da inspetora da PJ Cristina Correia, responsável pela investigação da morte de Artur [a personagem de Ângelo Rodrigues]. Curiosamente, é a terceira vez que faz de inspetora numa produção da SP, e "adoraria fazer sempre a mesma, mesmo que em diferentes novelas".

Em maio, Iris Cayatte voltará ao Minho, mais concretamente a Barcelos, para as filmagens de "Evadidos", o novo projeto de Bruno Gascon. E, de novo, agarra um papel "bastante político", se bem que mais atual. Sempre com desafios no cinema e no teatro que soma ao universo das locuções.

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