Reportagem

Presidente da República apela à leitura na Feira do Livro do Porto

Presidente da República apela à leitura na Feira do Livro do Porto

Marcelo Rebelo de Sousa inaugurou ontem o certame literário ao lado do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Moreira.

"O Porto é incorrigivelmente liberal, incorrigivelmente individualista e incorrigivelmente romantico", teceu o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, na apresentação do livro "Herbário" de Júlio Dinis, que abriu hoje a Feira do Livro do Porto.

Logo na inauguração a afluência superou as expectativas, com largas filas para entrar no certame que tem uma lotação pandémica de mil pessoas.. À chegada dos presidentes (da República e da Câmara do Porto, Rui Moreira) um cortejo popular encabeçado por Manuel do Laço assomou-se para os aplaudir, um cenário que mais portuense não podia ser.

O autarca do Porto falou também na apresentação do livro, explicando que "o tempo da pandemia exalta o Romantismo", e que também "no tempo de Júlio Dinis se viveu impulsionado pela tuberculose". Acrescentou que Júlio Dinis é um dos autores mais desvalorizados e que "Uma família inglesa" é um livro dedicado à cidade do Porto.

Nuno Faria, diretor do Museu da Cidade, citou José Tolentino de Mendonça: "O "Herbário" de Júlio Dinis é mais do que um herbário, é um testamento".

Marcelo disse estar "surpreso e agradecido com a forma como a Feira do Livro do Porto cresceu e se afirmou em tão pouco tempo". Aproveitou também para comentar que, depois de "três vagas da pandemia e de uma Feira do Livro improvável o ano passado sobre a Revolução Liberal, esta é a continuação lógica. Porque a Revolução Liberal é também uma revolução romântica".

Revolução minhota
Apresentado o livro, o presidente da República visitou todos os stands da feira. Não se sabe quantos naturais de Celorico de Basto estariam presentes mas, a medir pelas interpelações a Marcelo para saber quando ia a Celorico, seriam muitas.

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À medida que o chefe de Estado desfilava pelos jardins do Palácio de Cristal ouviam-se gritos, faziam-se videochamadas e corridas rápidas para a selfie. A nenhuma dizia que não, um teste aos nervos dos seguranças presidenciais.

E livros? "Comprei meia dúzia e foram muito baratos. Houve uma quebra muito grande nas vendas. Falta saber quanto tempo demora a recuperar". O primeiro desta meia dúzia foi "A Torre da Barbela" de Ruben A. No certame o presidente apelou: "Leiam, leiam, leiam".

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