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UHF mostram espírito natalício no Coliseu

UHF mostram espírito natalício no Coliseu

Canção que ajudou ações humanitárias culmina num espetáculo com o Coro do Orfeão Juvenil de Rio Tinto.

Os UHF realizam este domingo, às 17 horas, um concerto acústico no Coliseu Porto Ageas. O espetáculo, intitulado "Podia ser Natal", junta êxitos da banda com temas da quadra. Como convidados estarão João Grande, dos Taxi, e o Coro do Orfeão Juvenil de Rio Tinto.

"Podia ser Natal" é também o nome de uma canção. Uma canção que "tem quase mais histórias que os UHF", conta António Manuel Ribeiro, líder da banda. "Em 2004, resolvi gravá-la, a AMI [Assistência Médica Internacional] estava com uma ação muito forte, e ouvi uma entrevista do doutor Fernando Nobre que me tocou muito."

Assim, decidiram gravá-la e "entregar os royalties à AMI. Mas para que não se estivesse à espera que os discos vendessem todos, fiz as contas e entreguei logo o cheque. Depois começámos a fazer os Natais da AMI, dedicados aos sem-abrigo, aos jovens abandonados em várias instituições", conta ao JN.

Para o concerto deste dominmgo, que decorrerá num formato de arena, com o palco montado na plateia para exacerbar o "espírito natalício", os UHF levam o tema titular, êxitos dos 43 anos de carreira da banda e duas canções do repertório internacional: "A "Silent night", que é uma canção austríaca do século XIX, mas aqui segundo Simon & Garfunkel, e o Leonard Cohen com "Hallelujah", uma das minhas canções preferidas", revelou António Manuel Ribeiro.

Sem querer estragar a surpresa, o músico explicou que o Coro do Orfeão Juvenil de Rio Tinto vai aparecer em vários momentos do espetáculo. A junção com o coro, idealizada pela produção, foi "uma agradável surpresa", apesar de a logística ter sido articulada via telefone.

"O coro é de uma capacidade técnica fantástica. Fizemos um ensaio ontem, e quando se está com profissionais, neste caso a maestrina, corre tudo bem. Chegámos lá e em 45 minutos ficou feito. Tudo ótimo, tanto os miúdos como os mais graúdos - alguns já são adolescentes, muito responsáveis e focados."

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Quanto a João Grande, lembra que começaram por ser "inimigos", que houve ocasiões em que a rivalidade dos UHF com os Taxi "quase deu bolachada". Mas há uns anos, quando disse ao vocalista dos Taxi que gravava os discos deles em cassetes para ouvir no carro, logo ali se desfez o equívoco. "Eu encontro fãs em todo o lado, e isso significa que tudo o que fizemos valeu a pena", afirma António Manuel Ribeiro.

Crónicas e música do confinamento são um êxito

Durante o confinamento, os UHF lançaram nas redes sociais "Momentos musicais caseiros" (MMC) uma vez por semana. A iniciativa teve êxito e resultou num CD e livro de crónicas de isolamento, "De Almada para o Mundo", de António Manuel Ribeiro. Atualmente, os MMC já levam 60 edições e são mensais.

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