A Orquestra Sinfónica da Casa da Música estreia, esta sexta-feira, a obra de Nuno Lobo, uma obra de Wolfgang Rihm e apresenta a Segunda Sinfonia de Beethoven.

Concerto

Uma estreia nacional, outra mundial e Beethoven. Tudo na Casa da Música

Uma estreia nacional, outra mundial e Beethoven. Tudo na Casa da Música

Tudo, esta noite, na Sala Suggia da CdM, pelas 19.30 horas.

"Invertirus para orquestra" tem estreia mundial marcada para a noite desta sexta-feira, na Casa da Música (CdM), no Porto. É uma peça do jovem maestro português, Nuno Lobo, a viver em Amesterdão. Estreia ainda a peça de Wolfgang Rihm: Sotto Voce I e II, para piano e orquestra, e apresenta ainda a Segunda Sinfonia de Ludwig van Beethoven.

Ao Jornal de Notícias, Baldur Brönnimann, maestro da Orquestra, sublinha a importância da Casa da Música criar o seu próprio repertório de compositores portugueses: "É uma iniciativa muito importante encomendarmos a jovens compositores. É o caso da peça que estreamos do jovem português Nuno Lobo".

Baldur descreve a peça como "pessoas imaginárias, pequenas vozes, pequenas pessoas que vivem entre nós, mas nós não vemos". É isto que estará pousado no palco, um conjunto de sons que juntos criam momentos, que tornam a peça "uma obra entusiasmante".

Maestro Baldur Brönnimann acena pela última vez à Sinfónica

O maestro Baldur despede-se neste concerto da tarefa de maestro titular da Orquestra Sinfónica, depois de seis anos com a batuta na mão. "Foi um longo caminho artístico", diz ao JN o maestro, destacando que "agora a orquestra está muito versátil, adapta-se a muitos estilos". "Tivemos muita interação no palco e é um bom momento para partir, porque saio num momento bom, porque corre tudo de forma perfeita", realça.

António Jorge Pacheco, diretor artístico e de educação da CdM, em jeito de agradecimento pelo trabalho do maestro, traça-lhe "o contributo" como "uma marca indelével no percurso da Orquestra e o seu legado será avaliado pelo filtro da História, pela sua enorme capacidade enquanto maestro, qualidades pessoais, conhecimento enciclopédico do repertório".

A partir de agora a batuta passa para o maestro suíço, compatriota de Baldur, Stefan Blunier.

Blunier inicia a actividade em janeiro de 2021.

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