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La Masia: o que tem de especial a escola de talentos do Barcelona

La Masia: o que tem de especial a escola de talentos do Barcelona

A escola de formação do clube catalão custa anualmente seis milhões de euros. Olheiros procuram talentos a partir dos seis anos.

Xavi estreou-se como treinador do Barcelona no sábado, frente ao Espanhol, colocando no onze oito jogadores da formação. Na Catalunha, a aposta foi vista como uma clara mensagem de que vai abrir as portas aos atletas criados em "La Masia", a mítica escola de formação do clube. Uma das justificações é simples: o próprio treinador é um produto da "cantera" e conhece como ninguém os princípios que são instruídos aos mais de 300 jovens que, todos os anos, ali treinam. Mais tarde, esses atletas podem ser aproveitados pela equipa principal ou por outros clubes, como é o caso de Grimaldo, no Benfica. O lateral chegou ao Barça com 14 anos e aí ficou até sair para a Luz, em 2015.

As escolas estão entre mais reconhecidas no mundo e a prova é que, em 2010, tornou-se a primeira cantera de um clube a ter três futebolistas a discutir a Bola de Ouro: Xavi, Iniesta e Messi. Conhecido como "La Masia", por o seu edifício original, construído em 1702, ter o nome de "La Masia de Can Planes", tornou-se em pleno século XX num dormitório para as jovens estrelas. Hoje, esse edifício já não existe, deu lugar a instalações mais modernas, mas os princípios mantêm-se iguais há décadas: a filosofia de jogo da equipa principal é replicada desde os primeiros escalões para que haja uma identificação, desde cedo. Por exemplo, o estilo de passes curtos e de posse de bola, mundialmente conhecido como "Tiki Taka", foi justamente criado em La Masia, sendo Guardiola um dos pais. Sistema que foi aproveitado pela seleção espanhola nos títulos europeus e mundiais. É esta a filosofia de uma enorme fábrica de talentos.

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