Mobilidade

Manhã começa com greves no Metropolitano e na Rodoviária de Lisboa

Manhã começa com greves no Metropolitano e na Rodoviária de Lisboa

Trabalhadores do Metropolitano de Lisboa cumprem, esta terça-feira, uma nova greve parcial de manhã, prevendo-se que a circulação se inicie apenas às 10.15 horas, num dia em que há também uma paralisação de 24 horas na Rodoviária de Lisboa.

De acordo com a Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS), a greve no Metro decorre entre as 5 e as 9.30 horas para a generalidade dos trabalhadores e das 9.30 às 12.30 para o setor administrativo e técnico, prevendo a transportadora que as estações não abram como habitualmente para iniciar a circulação de comboios às 6.30 e que o serviço arranque apenas às 10.15, como nas duas greves parciais da semana passada.

Segundo Anabela Carvalheira, da FECTRANS, ao início da manhã as estações de metro de Lisboa estavam fechadas.

Devido à paralisação no Metro de Lisboa, a Carris, gerida pelo município da capital, vai reforçar quatro das suas carreiras: 726 (no troço Pontinha Metro - Estefânia), 736 (nos troços Senhor Roubado - Marquês de Pombal e Campo Grande - Cais do Sodré), 744 (no troço Oriente - Restauradores) e 746 (no troço Sete Rios - Marquês de Pombal).

Segundo a empresa de serviço rodoviário, os reforços de carreiras vão ser assegurados nos dois dias de paralisação do Metropolitano esta semana, mas hoje incidirão apenas na hora de ponta da manhã, até cerca das 10:30, por se tratar de uma greve parcial.

Também esta terça-feira, a Rodoviária de Lisboa - que opera nos concelhos de Lisboa, Loures, Odivelas e Vila Franca de Xira, todos no distrito de Lisboa, servindo cerca de 400 mil habitantes - enfrenta uma greve de 24 horas.

Segundo o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Rodoviária de Lisboa, João Casimiro, o objetivo é reivindicar "salários dignos" da profissão de motorista de transportes públicos, estando ainda a decorrer uma greve ao trabalho extraordinário.

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O sindicato espera uma adesão à volta dos 70%, e a empresa refere no seu "site" que recebeu o pré-aviso de greve e pede desculpa por perturbações ao serviço. Às 7.30 horas, era essa a estimativa de participantes na greve.

Segundo João Casimiro, "um motorista de transportes públicos tem 700 euros de ordenado base, quando noutras empresas de transporte público já se atingiu o valor dos 750 [euros] em acordo".

O representante diz haver disponibilidade para negociar com a administração da empresa, que se faz representar pela Associação Nacional de Transportes de Passageiros (ANTROP), mas tal foi recusado.

Os trabalhadores prometem continuar a marcar mais greves, inclusive hoje, dia em que decidirão em plenário as próximas datas.

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