PRÓSTATA DE LÉS A LÉS

Estigma reina no Cancro da Próstata - Doentes apelam à Sensibilização

Estigma reina no Cancro da Próstata - Doentes apelam à Sensibilização

"Costumo dizer que o assunto é uma caixinha muito fechada, porque há um estigma muito grande em relação a este cancro contrariamente, por exemplo, à mulher, que assume com frequência um cancro da mama, que é tão traumatizante como o cancro da próstata". José Graça fala com conhecimento de causa depois de sofrer as agruras da doença.

Hoje, já recuperado, é vice-presidente da Associação Portuguesa de Doentes da Próstata (APDP) e ajuda quem recorre aos serviços da entidade nascida em 2002. "O principal papel é chamar a atenção dos homens que têm entre 45 e 50 anos para a importância de fazerem um exame periódico à próstata. Quanto mais cedo se tratar um diagnostico positivo, melhor vai ser o prognóstico, com menos complicações e uma melhor qualidade de vida no futuro. É frequente dizer-se que o cancro da próstata é uma doença de homens, mas costumo dizer também que será uma doença de mulheres, porque elas e a família do doente acabam por estar envolvidas em todo o processo".

Sobre o elevado número de mitos associados ao diagnóstico, tratamento e ao período pós-operatório relacionados sobretudo com disfunção sexual e incontinência urinária, José Graça refere a importância que tem o esclarecimento clínico que os urologistas vão prestar no projeto "Próstata de Lés a Lés" que tem a APDP como parceira. "É uma iniciativa que vai, de certeza, chamar a atenção para um problema real e extremamente importante". Como representante de doentes defende a necessidade de uma autêntica campanha de sensibilização para todos, mesmo para os profissionais de saúde, a começar pelos médicos de família que são quem contacta mais vezes os pacientes. "Deveria haver maior sensibilização também para os médicos. Seria importante que pedissem exames periódicos com mais frequência para aumentar os rastreios à população masculina, comenta José Graça.

Para a multinacional farmacêutica Janssen, que apoia a iniciativa trata-se de uma estratégia de comunicação diferenciadora que vai alertar quem mais deve estar atento a esta questão, os homens a partir dos 45 anos. A diretora geral em Portugal acredita que a ampla divulgação pública será benéfica para comunicar com a sociedade e os homens em particular. "Sentimos que a nossa responsabilidade vai mais além dos tratamentos inovadores que trazemos para o mercado. As conversas com os médicos vão provavelmente desmistificar muitas questões que erradamente estão enraizadas na população e no conceito da masculinização que a sociedade tem", afirma convictamente Filipa Costa, convencida da possibilidade de serem desfeitos muitos mitos durante a campanha. "A Janssen aposta no tratamento desta doença há várias décadas e, cada vez mais, aportamos esperança de vida aos doentes. Temos um compromisso claro com a sociedade e, neste caso, com a população portuguesa e é nossa responsabilidade também alertar para a possibilidade de existir melhor saúde e melhores cuidados".

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