BES Angola

Álvaro Sobrinho obrigado a prestar caução de seis milhões

Álvaro Sobrinho obrigado a prestar caução de seis milhões

O empresário luso-angolano Álvaro Sobrinho ficou, esta quinta-feira, obrigado a prestar uma caução de seis milhões de euros no âmbito do inquérito em que é suspeito de ter desviado centenas de milhões de euros do BES Angola, do qual foi presidente entre 2001 e 2012. A garantia poderá ser prestada em dinheiro, bens ou hipotecas de imóveis.

Álvaro Sobrinho só pode sair de Portugal depois de pagar a caução e, mesmo depois de o fazer, fica proibido de sair do espaço Schengen, tendo de entregar desde já o seu passaporte, adiantou, em comunicado, o Conselho Superior da Magistratura. O empresário passa ainda de ter de se apresentar trimestralmente às autoridades portuguesas.

As medidas de coação foram decretadas, a pedido do Ministério Público, pelo juiz Carlos Alexandre, do Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa, e justificadas com o perigo de fuga do arguido. O advogado do luso-angolano, Artur Marques, anunciou, à saída do interrogatório, que vai recorrer da decisão para o Tribunal da Relação de Lisboa.

"Este é um processo que começou em 2011 em relação ao qual não há o mínimo incumprimento por parte do arguido. O arguido sempre se apresentou voluntariamente em Juízo [tribunal] sempre que foi solicitado, sempre deu a sua colaboração nesse sentido à Justiça. Naturalmente que isso é um elemento que nos faz discordar da fundamentação desta medida, que consistiu no perigo de fuga", afirmou, no Campus de Justiça de Lisboa, Artur Marques.

Álvaro Sobrinho encontrava-se, até agora sujeito a termo de identidade de residência, mas foi, esta quinta-feira, confrontado pelos procuradores com novos factos, sobre os quais o seu mandatário se escusou a falar. Em causa estão suspeitas de burla qualificada e de branqueamento de capitais, nomeadamente através da compra de imóveis.

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