Cibercriminalidade

Piratas informáticos pedem resgate ao Hospital Garcia de Orta

Piratas informáticos pedem resgate ao Hospital Garcia de Orta

O Hospital Garcia de Orta, em Almada, foi esta terça-feira, alvo de um ataque informático que paralisou o funcionamento da unidade de saúde. Os piratas, que podem ser os mesmos que penetraram o sistema informático das clínicas Germano de Sousa, exigem um resgate para devolver os dados.

O ciberataque, que está a ser investigado pela Polícia Judiciária e pelo Centro Nacional de Cibersegurança, é um ataque de ransomware, em que os hackers encriptam os dados informáticos para depois exigirem dinheiro para os devolver.

De acordo com informações recolhidas pelo JN, o pedido de resgate foi detetado no próprio sistema informático do Hospital, num ficheiro que terá sido deixado visível pelos piratas, ao que tudo indica para que os responsáveis da unidade hospitalar os contactassem. Ao JN, fonte oficial do Hospital Garcia de Orta não confirmou o pedido de resgate.

O ciberataque afetou a funcionalidade de vários setores do hospital. As consultas previstas para esta terça-feira estão a ser adiadas. A falta de acesso ao sistema está também a comprometer a realização de exames de imagiologia, com adiamento de várias marcações.

Sem avançar consequências práticas deste ataque, o Hospital Garcia de Orta diz estar "a desenvolver todos os esforços para minimizar o impacto deste ataque e resolver a situação com a maior brevidade possível".

Ainda segundo apurou o JN, existem suspeitas que este ataque informático tenha sido perpetrado pelo mesmo grupo de hackers que, no início do mês de fevereiro, invadiu o sistema dos laboratórios Germano de Sousa. O ataque tinha perturbado o funcionamento das clínicas a nível nacional durante cerca de quatro dias.

Em comunicado, o Hospital Garcia de Orta adianta ter mantido praticamente toda a atividade clínica, com exceção das consultas externas.

PUB

"Até a normalidade ser restabelecida, informa-se que se manterão as primeiras consultas, sendo as consultas subsequentes reagendadas tão brevemente quanto possível", explica a unidade de saúde alertando os doentes que se encontrem a utilizar medicação de cedência exclusivamente hospitalar para "dirigirem-se como habitualmente aos Serviços Farmacêuticos, solicitando-se que se façam acompanhar dos respetivos receituários em papel/caixas de medicamentos".

Face aos constrangimentos impostos pelo ataque informático, o Hospital "apela aos utentes que se desloquem ao hospital apenas se estritamente necessário, e de forma a não sobrecarregar o Serviço de Urgência".

Mais Notícias (desktop)

Outros Conteúdos GMG