Évora

Quinta que acolhe ucranianos vandalizada com bandeira russa e foto de Putin

Quinta que acolhe ucranianos vandalizada com bandeira russa e foto de Putin

A Associação dos Ucranianos em Portugal denunciou, este domingo, o aparecimento de imagens e slogans de apoio à invasão russa na Ucrânia, numa quinta em Évora. Pavlo Sadokha, presidente da associação, considerou o ato de vandalismo uma forma de "incitamento ao ódio e à violência" que deve ser punido por lei.

O portão de uma quinta em Évora que alberga refugiados ucranianos foi vandalizado com a bandeira da Rússia, uma imagem de Vladimir Putin e ainda com palavras de apoio à guerra na Ucrânia. A denúncia chegou através da Associação dos Ucranianos em Portugal, que compara os crimes de Putin aos crimes cometidos por Hitler durante a segunda Guerra Mundial e, por isso, confessa que o gesto provocou "uma grande dor moral".

"Para nós, ucranianos, o Putin tornou-se o símbolo da morte, do crime e da maior tragédia humana no século XXI (...) O autor destes desenhos e textos a favor de Putin provocou uma grande dor moral aos refugiados ucranianos e à comunidade ucraniana que vive no distrito", disse Pavlo Sadokha, presidente da associação, numa carta dirigida ao presidente da Câmara de Évora e enviada às redações.

Lembrando as palavras de apoio e solidariedade com o povo ucraniano de Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa, a associação considera que o ato de vandalismo é um crime contra a identidade cultural dos ucranianos.

"Achamos que este ato se enquadra no artigo 240.º da Lei Penal da República Portuguesa - Discriminação e incitamento ao ódio e à violência", admite Pavlo Sadokha. Este tipo de crimes são punidos com pena de prisão que podem ir dos seis meses até aos oito anos.

Até agora mais de dez mil refugiados da guerra chegaram a Portugal à procura de auxílio e segurança, a grande maioria são mulheres e crianças.

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