Marinha Grande

Comerciante "salva" 750 manuais escolares de serem reciclados

Comerciante "salva" 750 manuais escolares de serem reciclados

Uma comerciante da Marinha Grande evitou que 750 manuais escolares em bom estado fossem para a reciclagem, retirando-os do interior de um ecoponto junto à EB 2,3 Nery Capucho, escola que integra o Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente.

Além dos livros, encontrou diverso material escolar, como compassos, transferidores, canetas e lápis.

"A educação não pode ir para o lixo. É impensável situações destas acontecerem, quando existem tantas pessoas carenciadas", afirma Dulce Rosário, proprietária de uma loja próxima do estabelecimento de ensino. Quando se apercebeu da situação, abordou a funcionária que estava a colocar os manuais e o material escolar no ecoponto azul, que se limitou a responder que estava a cumprir ordens.

Após ter divulgado a situação nas redes sociais, a lojista foi abordada por algumas pessoas e por um centro de explicações que apoia crianças de famílias com dificuldades a manifestarem vontade de ficar com alguns manuais e material escolar. "Pelo menos 400 livros vão para Moçambique", assegura.

"Sinto-me triste por viver num país que nem da educação cuida, mas também me sinto satisfeita pela oportunidade que tive de ajudar outras pessoas", comenta Dulce Rosário. Lamenta, contudo, que estas situações se passem noutros estabelecimentos de ensino e ninguém faça nada para o evitar. "As pessoas ficam indignadas, mas não reagem. Há muita inércia e falta de altruísmo."

Contactado pelo JN, o Ministério da Educação diz que a diretora do Agrupamento de Escolas Marinha Grande Nascente garantiu que "o procedimento não teve o aval da direção, pelo que será aberto um processo de averiguações interno para apurar o sucedido".

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