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Obra no pavilhão de Olival parada e sem empreiteiro

Obra no pavilhão de Olival parada e sem empreiteiro

A construção do pavilhão de Olival, em Gaia, ficou a meio. Está parada e sem empreiteiro, que alegou "não ter condições para continuar", segundo referiu, esta segunda-feira, Eduardo Vítor Rodrigues, à margem da reunião de Câmara. Mas o polidesportivo de Olival não é caso único. No espaço de 15 dias também uma empreitada num bairro social, a cargo da Gaiurb, em Canelas, ficou ameaçada. A razão é a mesma: o encarecimento das matérias-primas.

Em Olival, com parte da estrutura montada e a oito meses do fim do prazo para terminar os trabalhos, o empreiteiro meteu um requerimento, usando como justificação os "preços". Em Canelas, o "pedido de reequilibro financeiro apresentado" foi recusado pelos serviços jurídicos.

Eduardo Vítor Rodrigues teme que mais paragens aconteçam porque a diferença de valores entre o tempo dos concursos e a atualidade é acentuada. A pandemia inflacionou os custos. O autarca disse que os atuais mecanismos, na legislação, para a revisão de preços "são uma anedota" e que estão feitos para "tempos normais". O que não é o caso, com o surto pandémico. Pede, por isso, ao legislador "que acorde, sob pena de o país vir a pagar caro, com desemprego e empobrecimento". Revelou ainda ter contactado a AICCOPN - Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas, no sentido de também "ajudar" a resolver a situação.

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