Fiscalização

Lar ilegal encerrado em Valpaços tinha 13 idosos em "situação indigna"

Lar ilegal encerrado em Valpaços tinha 13 idosos em "situação indigna"

Um lar ilegal do concelho de Valpaços, distrito de Vila Real, foi encerrado e 13 idosos foram retirados devido a "condições precárias" de organização e higiene, disse fonte do Instituto de Segurança Social.

O Departamento de Fiscalização do Instituto de Segurança Social (ISS), em colaboração com a Unidade de Saúde Pública do Alto Tâmega e Barroso, realizou na quinta-feira uma ação inspetiva "tendente ao encerramento administrativo urgente de uma estrutura residencial para pessoas idosas ilegal, a funcionar no concelho de Valpaços, distrito de Vila Real".

No local, segundo uma fonte ligada ao processo, foram encontrados 13 idosos (11 mulheres e dois homens), um dos quais acamado.

"A situação indigna em que estes idosos foram colocados e as precárias condições de organização e higiene encontradas, determinaram que as entidades envolvidas decidissem unanimemente pelo encerramento do estabelecimento e evacuação transitória dos utentes para Zona de Concentração e Apoio às Populações (ZCAP) de Valpaços", explicou, em comunicado, a Segurança Social.

Esta ZCAP corresponde ao centro de acolhimento covid-19 que o município de Valpaços preparou no pavilhão multiusos e que não estava a ser utilizado.

Para este centro de acolhimento foram transportados 10 idosos, ficando os restantes três com familiares.

De acordo com o ISS, posteriormente e após aplicação de testes covid-19 será assegurado o realojamento dos utentes em respostas sociais "alternativas e condignas" providenciadas pela Segurança Social.

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A operação contou com o apoio da Proteção Civil Municipal de Valpaços.

Na aldeia onde o lar funciona há vários anos juntaram-se alguns familiares dos idosos. "A minha mãe é uma pessoa que não tem condições para ir para o pavilhão, é uma pessoa que está muito debilitada. Vou levá-la para minha casa, com grande sacrifício, porque fui operada há oito dias e não posso fazer esforços", afirmou Eunice Carneiro.

Acrescentou que a mãe "estava muito bem cuidada" naquele lar onde já estava há dois anos.

Eunice Carneiro afirmou ainda que não sabia que se tratava de um lar ilegal. "Fiquei a saber hoje, mas olhe estavam melhor aqui num lar que era ilegal do que em muitos que estão legais. Eu já tenho essa experiência", referiu.

A filha da octogenária disse estar agora com um problema grave para resolver, porque pagava 750 euros neste local e as outras soluções disponíveis pedem à volta de "1500 euros".

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