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Covid-19 e guerra na Ucrânia fizeram a Europa acordar 

Covid-19 e guerra na Ucrânia fizeram a Europa acordar 

União foi posta à prova com a pandemia e o conflito armado e tem sabido resistir.

A pandemia de covid-19 e a guerra na Ucrânia deram um abanão na União Europeia e tiraram-na de alguma letargia em que parecia viver. É uma das conclusões retiradas do debate deste domingo, em Vila Real, no stand móvel da iniciativa "Parlamento Europeu à sua porta", em que participaram os eurodeputados Pedro Silva Pereira e Álvaro Amaro, e o secretário de Estado dos Assuntos Europeus, Tiago Antunes.

"Apetece-me dizer que a União Europeia andou a vaguear e agora acordou com estas duas crises", desabafou Álvaro Amaro. A cumprir o primeiro mandato como eurodeputado eleito pelo PSD, o ex-presidente da Câmara da Guarda sublinhou que sente "uma relativa desilusão" por ver que "esta Europa é lenta". Espera que, "agora que acelerou, nunca mais pare", no sentido de atenuar as desigualdades entre países e regiões.

Olhando para as crises e para o futuro, o socialista Pedro Silva Pereira disse que "a Europa só será mais forte se for mais solidária, mais justa e mais democrática". Está convencido que só assim será possível "enfrentar melhor as desigualdades" que ainda persistem numa união a 27, para além de "aproximar os cidadãos" e de os convencer a "participar mais" e não apenas de cinco em cinco anos, quando há eleições para o Parlamento Europeu.

Desafio

Na opinião de Tiago Antunes, a União Europeia tem sabido "aproveitar as crises para as transformar em oportunidades". Exemplificou com o "programa comum de aquisição de vacinas para a covid-19", a criação da chamada "bazuca" para "responder à crise económica provocada pela pandemia" e a resposta dada com "o apoio militar à Ucrânia". O desafio, agora, é a "redução da dependência dos produtos energéticos russos".

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