Espanha

 Polícia impede linchamento de cadastrado suspeito do rapto e morte de menino

 Polícia impede linchamento de cadastrado suspeito do rapto e morte de menino

Um cadastrado, condenado por agressão sexual e homicídio, foi detido pela presumível autoria do rapto de um menino de nove anos, que morreu à porta de casa do suspeito, em La Rioja, Espanha. Povo quis fazer justiça pelas próprias mãos.

O povo de Lardero andava inquieto coma presença de um cadastrado na localidade. O homem, de 54 anos, condenado por crimes sexuais e homicídio, tinha saído da prisão em 2020 e pairava como uma nuvem negra na cabeça dos moradores.

Anteontem, os receios do povo materializaram-se no pior pesadelo de uma mãe. A mulher alertou o 112, cerca das 20.25 horas para o desaparecimento do filho , que estava a brincar num parque junto ao colégio de Villa Patro, em Lardero, na província autónoma de La Rioja, em Espanha.

Conta o jornal espanhol "El Pais" que várias testemunhas asseguram que o menor foi iludido para acompanhar um homem. Em minutos chegaram ao local elementos da Guardia Civil e da Polícia Local espanholas, que encontraram o menor "em estado muito grave" à entrada da casa do suspeito.

Os serviços de emergência tentaram reanimar a criança não conseguiram reverter a situação e limitaram-se a confirmar o óbito. O suspeito, detido pela polícia, foi identificado como Francisco Javier. Tem 54 anos, saiu da cadeia em 2020 depois de cumprir mais de 20 anos de uma pena de 30 a que havia sido condenado em 1998 pela morte de uma agente imobiliária. Antes já tinha sido condenado por importunação sexual.

Francisco estava atravessado na alma das pessoas de Laredo, que desataram o nó na garganta na cara da polícia. "Chamavam-nos loucos e vinham apenas dois, mas agora, depois de morrer uma criança, vêm todos para proteger o assassino", disparou uma moradora.

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Eram cerca de 200, conta a agência de notícias espanhola EFE. Moradores revoltados pela tragédia que antecipavam. Acusaram a polícia de estar a proteger um assassino e de nada ter feito perante os receios da comunidade.

Queriam "linchá-lo" e geraram-se momentos de tensão entre moradores e a polícia, quando as autoridades se preparavam para deter o suspeito na garagem da casa. O cadastrado foi transferido para os calabouços da Guardia Civil de Logroño.

Francisco Javier, detido como presumível autor da morte do menino conta com duas condenações anteriores. A primeira em 1993, de sete anos de cadeia por agressão sexual.
Cinco anos depois, já em liberdade, enganou uma agente imobiliária, fazendo-se passar por um cliente interessado na compra de um apartamento e atacou a mulher durante a visita à habitação.

Foi condenado a 30 anos de prisão, em 1998, acusado de traição e agressão sexual. Segundo a sentença, Francisco Javier empurrou a mulher para a cama e atirou-se para cima dela, causando-lhe várias feridas com uma arma branca. Um dos golpes atingiu o coração da vítima, que morreu no local.

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