Migração

Bielorrússia quer repatriar cinco mil migrantes e dois mil irão para Alemanha

Bielorrússia quer repatriar cinco mil migrantes e dois mil irão para Alemanha

A Presidência bielorrussa afirmou esta quinta-feira que estão, atualmente, cerca de sete mil migrantes na Bielorrússia, dos quais mais de dois mil na fronteira com a Polónia, adiantando que Minsk irá trabalhar para repatriar cinco mil pessoas "se assim o desejarem".

Ao mesmo tempo, a chanceler alemã, Angela Merkel, vai negociar com a União Europeia (UE) a criação de um "corredor humanitário" para levar os restantes dois mil migrantes e refugiados para a Alemanha, segundo acrescentou a porta-voz da Presidência bielorrussa, Natalia Eïsmont.

Esta iniciativa, que de acordo com Minsk foi abordada esta semana com Merkel, não foi ainda comentada por Berlim.

"A UE vai criar um corredor humanitário para dois mil migrantes que estão no acampamento [na fronteira da Bielorrússia com a Polónia] e iremos, na medida do possível e caso as pessoas o desejem, repatriar os outros cinco mil", prosseguiu a porta-voz.

Estas declarações foram feitas um dia depois da chanceler alemã ter falado ao telefone, pela segunda vez em três dias, com o Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko, sobre a crise migratória vivida na fronteira oriental da UE.

De acordo com a porta-voz de Lukashenko, cerca de dois mil migrantes estão atualmente num acampamento improvisado na fronteira com a Polónia, enquanto outras 200 a 500 pessoas estão espalhadas ao longo da fronteira.

Na quarta-feira, a representante do Grupa Granica - iniciativa que reúne 14 organizações não-governamentais (ONG) que trabalham na área dos direitos humanos e apoiam refugiados e migrantes na Polónia - Natalia Gebert avançou à Lusa que o número de migrantes acampados na fronteira bielorrussa, à espera de entrar no território polaco e, consequentemente na UE, ultrapassa as dez mil pessoas.

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A UE acusa Minsk de ter atraído estas pessoas, oriundas principalmente de países do Médio Oriente, para a Bielorrússia e de as ter transportado para a fronteira com a Polónia para provocar uma crise migratória e vingar-se das sanções ocidentais.

O regime de Lukashenko tem reforçado, nos últimos dias, as declarações de apaziguamento e um primeiro voo de repatriamento de migrantes iraquianos deverá acontecer ainda hoje.

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