Migrações

Cerca de 70 pessoas refugiam-se em plataforma de petróleo no Mediterrâneo

Cerca de 70 pessoas refugiam-se em plataforma de petróleo no Mediterrâneo

Cerca de 70 migrantes que tentavam cruzar o Mediterrâneo para chegar à Europa refugiaram-se numa plataforma de petróleo antes de serem entregues às autoridades tunisinas, divulgaram, esta terça-feira, a empresa Shell e uma organização humanitária.

A organização não governamental (ONG), que partiu para o local no navio de resgate de migrantes "Louise Michel", adiantou ter conseguido resgatar 31 pessoas à deriva num bote, acrescentando que entre "65 e 70 outras pessoas se refugiaram, durante a noite, na plataforma de petróleo da Shell", a cerca de 120 km da costa da Tunísia.

A Shell Tunisia Upstream confirmou, em comunicado, que um número não especificado de migrantes acedeu à plataforma "offshore" por volta das 20 horas locais (19 horas em Lisboa) de segunda-feira.

"Foi prestada assistência aos migrantes, que receberam água, comida e roupa seca", disse a empresa, que informou as autoridades tunisinas.

"Os migrantes foram transferidos para um navio da Marinha da Tunísia em 4 de janeiro de 2022, por volta das 14 horas, horário de Tunes", acrescentou.

A procura de refúgio por migrantes em plataformas "offshore" de petróleo não é invulgar, sobretudo quando partem dos seus países de origem para a Europa em barcos superlotados e que se tornam perigosos ou ameaçam naufragar em pleno Mediterrâneo, mas as empresas alertam que o recurso pode ser perigoso.

De acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR), mais de 115 mil migrantes chegaram à Europa no ano passado, sobretudo à Itália, Grécia, Espanha, Chipre e Malta.

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O ACNUR estima que, nos primeiros 11 meses de 2021, mais de 2500 pessoas morreram ou desapareceram no mar enquanto tentavam chegar à Europa através da rota marítima do noroeste de África no Mediterrâneo.

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