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EUA prepara restrição de tecnologia à Rússia e quer alternativa energética

EUA prepara restrição de tecnologia à Rússia e quer alternativa energética

Os EUA preparam-se para restringir a venda de tecnologia à Rússia e, juntamente com os aliados, estão a tentar proteger o abastecimento de energia à Europa, no caso de um conflito na Ucrânia.

Fontes do Governo dos EUA anunciaram hoje que a Casa Branca está a preparar legislação para controlar a exportação de tecnologia para a Rússia, o que afetará setores estratégicos deste país.

As mesmas fontes confirmaram ainda que Washington está a trabalhar com os aliados europeus para procurarem mercados alternativos ao gás natural e petróleo oriundos da Rússia, para abastecer a Europa no caso de uma invasão russa da Ucrânia, o que também permite evitar a dependência de Moscovo e infligir danos à sua economia.

Em ambos os casos, as medidas sancionatórias são muito mais duras do que as tomadas em 2014, após a anexação da Crimeia, e tornarão a economia russa ainda mais frágil, enfraquecendo igualmente a posição de poder do Presidente Vladimir Putin.

As limitações afetarão áreas como a indústria aeroespacial e de Defesa, robótica ou inteligência artificial.

Segundo autoridades norte-americanas, esta medida não afetaria a cadeia de suprimentos global, já que são os EUA e os seus aliados que produzem este tipo de produtos que não chegariam à Rússia e que Putin não poderia substituir procurando alternativas.

Quanto ao abastecimento de gás natural e de petróleo, os EUA e os aliados europeus estão a negociar com grandes produtores de todo o mundo para aferir a sua capacidade e vontade de fornecer gás natural aos mercados da Europa, que depende em dois terços destas matérias-primas da Rússia.

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Os países ocidentais acusam a Rússia, que concentrou um grande número de tropas na fronteira com a Ucrânia nos últimos meses, de pretender invadir novamente o país vizinho, depois de ter anexado a península ucraniana da Crimeia, em 2014, e de alegadamente patrocinar, desde então, um conflito em Donbass, no leste da Ucrânia.

A Rússia nega quaisquer planos para uma invasão, mas associa uma diminuição da tensão a tratados que garantam que a NATO não se expandirá para países do antigo bloco soviético.

Moscovo manifestou hoje "grande preocupação" com a decisão dos EUA de colocar 8500 militares em "alerta máximo" para um possível destacamento na Europa de Leste devido à escalada de tensões sobre a Ucrânia. A NATO também anunciou o reforço dos seus efetivos em países da frente oriental da Aliança Atlântica.

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