Guerra

Pacientes ucranianos com doença renal crónica em risco de vida

Pacientes ucranianos com doença renal crónica em risco de vida

A guerra está a dificultar o tratamento de, pelo menos, dez mil pessoas que precisam de diálise para viver.

A Ucrânia sempre enfrentou uma situação precária em relação ao tratamento da doença renal crónica. Mesmo antes do conflito, o país era um dos que menos tratava pacientes recorrendo a métodos como diálise e hemodiálise.

De acordo com o Registo Europeu de Pacientes com doença renal crónica, mais de 10 mil pessoas precisam de diálise para sobreviver e cerca de oito mil de hemodiálise. Existem ainda mil pacientes que fazem diálise peritoneal. Este último tratamento pode ser feito em casa, pelo doente ou por um cuidador, desde que seja em condições de salubridade e limpeza, e pode ser uma alternativa relevante para fazer face ao envelhecimento e longevidade progressivos da população.

Um estudo feito pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, indica que um período de dois dias sem hemodiálise aumenta em 22% o risco de morte do doente, devido à acumulação de líquido e toxinas. E, de acordo com um trabalho publicado pelo jornal francês "Le Monde", quando a vida de um paciente depende de hemodiálise ou diálise peritoneal, a interrupção do tratamento é seguida de morte dentro de cinco a dez dias, em média.

A guerra na Ucrânia - que já vai no 34.º dia - afeta e dificulta todas as formas de tratamento desta doença, colocando em risco a vida dos doentes que, por falta de condições, não conseguem substituir as funções de um dos órgãos vitais do corpo humano.

Nefrologistas de todo o mundo (especialistas no estudo e tratamento das doenças que afetam o funcionamento dos rins e aparelho urinário) apelam aos países europeus que se juntem e mobilizem meios para garantir a sobrevivência daqueles que se encontram numa situação ainda mais instável e insegura, evitando a morte pela doença.

Mais Notícias (desktop)

Outros Conteúdos GMG