O antigo presidente dos EUA George W. Bush cometeu uma gafe carregada de ironia ao condenar a invasão "injustificada e brutal" do Iraque, em vez da Ucrânia. A atrapalhação foi clara e Bush atribuiu o erro à idade.

Gafe

"Injustificada e brutal". George W. Bush condena invasão do Iraque mas queria dizer Ucrânia 

"Injustificada e brutal". George W. Bush condena invasão do Iraque mas queria dizer Ucrânia 

O 43.º presidente norte-americano condenou, durante um discurso em Dallas, nos EUA, a invasão russa à Ucrânia, mas na hora H trocou os países e disse Iraque. "A decisão de um homem lançar uma invasão completamente injustificada e brutal no Iraque", afirmou George W. Bush, antes de se corrigir rapidamente. A idade, 75 anos, foi usado como justificação para a gafe.

Duas décadas depois de ordenar uma operação militar no Iraque, Bush continua a receber duras críticas por ter invadido o país asiático em 2003. Há mesmo até quem considere o antigo presidente um criminoso de guerra - o mesmo rótulo que alguns deram a Putin após a invasão da Ucrânia no início deste ano, que foi considerada pela comunidade internacional como ilegal e desumana.

"Não me estou a rir e suponho que as famílias dos milhares de militares americanos e das centenas de milhares de iraquianos que morreram nessa guerra também não", escreveu no Twitter Mehdi Hasan, um jornalista americano.

"Quantos americanos foram enviados por ele para morrer por uma mentira? Repugnante", disse a política Tim Young. Estas foram algumas das críticas que ecoaram nas redes sociais após a confusão de Bush, que criticou Putin, mas ele próprio é também acusado de ser responsável pela guerra que matou milhares de pessoas e destruíu o Iraque.

Pelo menos 200 mil civis morreram como resultado da "violência direta da guerra" durante a invasão do Iraque pelos EUA, segundo o Instituto Watson para os Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade de Brown, nos EUA, que observou ainda que as dificuldades em contabilizar as mortes significam que o número de vítimas foi provavelmente muito mais elevado.

Pouco antes do deslize, Bush tinha estado a comparar a liderança da Rússia e da Ucrânia e elogiou Volodymyr Zelensky, a quem chamou "um rapazinho fixe" e "o Churchill do século XXI".

Quanto à Rússia, disse que ainda que as eleições estão falseadas e que os opositores políticos estão presos. "O resultado é uma ausência de verificação e equilíbrios na Rússia".

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