Saúde

 Identificar causas do surto de hepatite é "prioritário" para a OMS

 Identificar causas do surto de hepatite é "prioritário" para a OMS

O diretor regional de Emergência para a Europa, da Organização Mundial de Saúde, assumiu esta segunda-feira que "é urgente" e "prioritário" identificar as causas do surto de hepatite aguda nas crianças.

À margem do encontro, esta manhã, no Infarmed, em Lisboa, que marca o arranque da visita dos peritos da OMS a Portugal para avaliarem a resposta à pandemia, Gerald Rockenshaub assumiu aos jornalistas que " é muito urgente" a identificação das causas "que ainda não estão totalmente claras" e que é preciso tomar medidas apropriadas.

A OMS esta a desenvolver uma investigação com os serviços britânicos de saúde. O Reino Unido, com mais de 60 casos identificados, é o país com mais crianças afetadas. Recentemente, foram identificados dois na Áustria, explicou.

"É uma situação que muda a cada dia", admitiu, confirmando que a maioria dos casos diagnosticados são na Europa e "alguns" nos Estados Unidos. Entre crianças pequenas (até aos cinco anos), que ficam "muito doentes", 10% precisam de transplante de fígado.

Portugal "um exemplo" para o mundo

A equipa de peritos da OMS estará em Portugal entre hoje e sexta-feira a avaliar a resposta nacional à pandemia. O objetivo, explicou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, é a partilha de experiências, como a transição digital e o programa de vacinação, para que os países possam preparar em conjunto "futuras emergências sanitárias".

"Portugal é um exemplo", frisou a dirigente da OMS Samira Asma, apontando a cobertura do programa de vacinação. A dirigente defende que as "boas práticas" devem ser partilhadas como uma "lição" para os outros países.

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A equipa irá divulgar uma avaliação preliminar no final da semana e as conclusões na próxima assembleia-geral da OMS, no fim do mês. Portugal é o primeiro país europeu a participar no projeto-piloto de avaliação.

Rockenschaub sublinhou que a pandemia evidenciou falhas em todos os sistemas de saúde, mas também que foi uma oportunidade e desafio que impôs a Saúde nas agendas políticas.

Rui Portugal, subdiretor-geral da Saúde, insistiu que a semana servirá essencialmente para se testarem procedimentos. A expectativa relativamente à avaliação preliminar é que resultem na recomendação de reforço dos mecanismos digitais e a manutenção de uma rede estável de saúde publica.

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