Legislativas

Centena sem filiação pede maioria plural de Esquerda

Centena sem filiação pede maioria plural de Esquerda

Uma centena de personalidades sem filiação partidária, como arquitetos, académicos, escritores, sindicalistas, economistas, jornalistas e sociólogos, pede aos eleitores que garantam nas legislativas uma maioria de Esquerda plural.

Na carta aberta "Cem nomes por uma Esquerda plural", procuram travar uma maioria reforçada do PS, porque "a concretização de uma agenda socioeconómica mais ambiciosa é uma tarefa que, sozinho, não poderá cumprir". E querem impedir a reedição do bloco central, quando consideram que a geringonça nascida em 2015 deve regressar, independentemente do seu modelo.

Ao JN, o professor universitário Ricardo Paes Mamede diz que é urgente contrariar "a tese de que a solução de entendimento à Esquerda é pouco estável", quando "tivemos um dos períodos de maior estabilidade do Portugal democrático".

"Superou expectativas"

Na carta, recordam que, "em 2015, os entendimentos à Esquerda permitiram reverter medidas socialmente injustas e economicamente contraproducentes impostas pela troika e pelo Governo de Direita".

Apoiaram, "desde a primeira hora", a solução de Esquerda e consideram que a sua longevidade "superou todas as expetativas". Acreditam também que os progressos, mesmo quando insuficientes, não teriam sido possíveis sem as várias esquerdas. Apostam num SNS que valorize os profissionais e na reversão das leis laborais da troika, entre outras prioridades, como educação, habitação e ambiente. E tudo isto "só é possível se garantirmos e reforçarmos a diversidade e pluralidade do campo da Esquerda".

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