Legislativas

Costa diz que um político não afirma a sua credibilidade "com graçolas"

Costa diz que um político não afirma a sua credibilidade "com graçolas"

O secretário-geral do PS afirmou, este domingo, nos Açores, que o presidente do PSD, Rui Rio, "tinha obrigação de saber o que era o voto antecipado" e sustentou que um político não afirma a sua credibilidade "com graçolas".

António Costa falava, na ilha de São Miguel, nos Açores, numa visita à empresa Grupo Marques, que se dedica a várias atividades em diversas áreas, desde a construção civil à saúde, numa ação de campanha para as eleições legislativas de 30 de janeiro.

"Eu acho que o dr. Rui Rio tinha obrigação de saber o que era o voto antecipado. Se resolveu disfarçar o seu desconhecimento como tendo sido uma graçola, pronto é uma graçola. Mas, enfim eu não creio que propriamente um político afirme a sua credibilidade com graçolas. Eu acho que a nossa credibilidade afirma-se procurando responder com seriedade aos problemas sérios do país", sustentou António Costa, aos jornalistas.

Questionado se está preparado para uma campanha com humor, o secretário-geral do PS respondeu que "humor é uma coisa", e "desconhecimento do funcionamento básico da democracia é outra". "Esta manhã tive oportunidade antes de embarcar para os Açores de me inscrever para o exercício do voto antecipado no próximo dia 23. Estas eleições são eleições decisivas", frisou o secretário-geral do PS.

António Costa disse ainda que "é fundamental" é que todos possam participar e exercer o voto. "E acho que é dever dos políticos não só transmitir aos cidadãos este apelo à participação eleitoral, como também eles próprios darem o exemplo", vincou, lembrando que independentemente do circulo onde se esteja a exercer o voto no dia 23, este "é contabilizado no local onde estamos recenseados". "Portanto, eu teria muito gosto em votar no professor Alexandre Quintanilha, mas acontece que apesar de votar no Porto o voto vai ser contabilizado no círculo eleitoral de Lisboa e também não vai ser necessário o meu voto para o professor Alexandre Quintanilha ganhar ao Drº Rui Rio, no círculo eleitoral do Porto", acrescentou.

Rio "está equivocado"

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O presidente do CDS-PP considerou que o líder do PSD, Rui Rio, "está equivocado" sobre como se processa o voto antecipado em mobilidade e criticou o Governo, que "falhou na antecipação e no planeamento" das eleições. "As declarações do doutor Rui Rio permitem-me concluir que está equivocado quanto ao modelo do voto antecipado em mobilidade, porque as pessoas votam nas áreas em que é permitido mas de facto o seu voto conta para eleger deputados precisamente na zona onde estão recenseadas", afirmou Francisco Rodrigues dos Santos.

O presidente do CDS-PP disse que não vai seguir o exemplo de Costa e vai exercer o seu direito de voto no dia das eleições, a 30 de janeiro, sustentando que "os partidos políticos, os seus líderes, candidatos, devem também dar o exemplo às pessoas" porque "é o dia em que a maior parte dos portugueses poderão exercer o seu direito de voto". E criticou o Governo, que "falhou na antecipação e no planeamento do voto no dia 30 de janeiro uma vez mais", apontando que o executivo "corre atrás do prejuízo", e defendeu que esta solução "está coxa" e "vai impedir muitos portugueses de exercer o seu direito de voto".

"Não era muito difícil prever e adivinhar que, com a escalada de contágios e com a possibilidade de aparecimento de novas variantes, sobretudo nas estações mais frias, que houvesse muitos portugueses impedidos de exercer o seu direito de voto", considerou.

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