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Costa só começa a fazer convites para o Governo perto do dia 23

Costa só começa a fazer convites para o Governo perto do dia 23

O primeiro-ministro começou, esta quarta-feira, com várias consultas públicas no âmbito da preparação do programa de Governo. António Costa admitiu incluir propostas dos ex-parceiros da geringonça no programa mas também no Orçamento do Estado. E garantiu que só vai começar a fazer convites para o Governo na proximidade do dia 23, dia da tomada de posse.

No regresso à atividade depois de ter estado doente com covid-19, o primeiro-ministro desmentiu as notícias que têm vindo a público sobre as composição do novo Governo, referindo que algumas até o fizeram rir e garantindo que só serão credíveis aquelas que o tenham como fonte ou o seu gabinete.

"Não. Ainda não escolhi (ministros). Estive esta semana retirado. Não era um bom momento para pensar nessas coisas. Cada passo deve ser dado a seu tempo", afirmou António Costa, garantindo: "Não farei convites antes da proximidade do dia 23".

O primeiro-ministro falava na residência oficial no dia em que começou uma série de audições públicas com vista à preparação do programa do Governo, que deverá ser discutido, no Parlamento, na semana seguinte à tomada de posse, marcada pelo presidente da República para o dia 23 . Esta quarta-feira, reúne-se com a presidente do Conselho das Finanças Públicas, Nazaré da Costa Cabral, e com o Conselho Nacional de Saúde, que será por videoconferência.

"Estas são as que pareciam mais prioritárias", justificou António Costa, antecipando que vai reunir-se também os parceiros sociais e com os partidos políticos, com o objetivo de "transformar o programa eleitoral em programa de Governo".

Nesse âmbito, António Costa admitiu: "Pode haver necessidade de incluir sugestões de outras forças políticas mas, no essencial, é o programa eleitoral". Ou seja, o primeiro-ministro tenciona incluir as medidas que o Governo aceitou nas negociações de outubro com BE, PCP e PAN e uma atualização do cenário macroeconómico.

"Assim que estiver viabilizado o programa do Governo, o executivo estará em condições de aprovar a proposta de Orçamento do Estado para 2022", disse António Costa, especificando que esse "conjunto de compromissos" que o Governo tinha assumido para alterações na especialidade após negociações com o Bloco de Esquerda, PCP, PEV e PAN "constará já na proposta inicial do Orçamento".

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Já quanto à abertura para incluir propostas na fase da generalidade, o primeiro-ministro referiu: "A conversa com os partidos será uma conversa aberta. Se houver alguma sugestão interessante, que seja positiva e viável para o país, seguramente poderemos tentar considerar".

Durante as declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro adiantou ainda que está a ser estudada a concentração dos serviços do Governo, eventualmente no atual edifício sede da Caixa Geral de Depósitos (CGD), defendendo que essa solução permite sinergias e poupanças para o Estado

"Recentemente, surgiu a oportunidade, que tem vindo a ser trabalhada, de permitir a centralização do conjunto dos serviços centrais da quase totalidade dos ministérios num único edifício, precisamente no da CGD. É uma matéria que tem vindo a ser estudada. Permitirá muitas sinergias, com uma melhor articulação do trabalho em equipa. Sobretudo, permitirá poupar muitos recursos ao nível do funcionamento da ação do Governo", admitiu António Costa, ressalvando, contudo, que não se trata de algo para avançar no imediato. "Aliás, a CGD tem a generalidade do edifício ainda em utilização", vincou.

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