Política

Críticos do BE não desistem de tentar antecipar Convenção

Críticos do BE não desistem de tentar antecipar Convenção

Os críticos internos da liderança de Catarina Martins não conseguiram que a Comissão Política Nacional aceitasse antecipar a Convenção Nacional do partido, que deve ocorrer no próximo ano. O pedido, subscrito por 120 militantes, só obteve um voto a favor. Mas os críticos não desistem e admitem recolher assinaturas para obrigarem o BE a reunir em conclave.

Apesar do resultado da votação, a reunião de quarta-feira da Comissão Política Nacional do BE foi tudo menos calma, tendo terminado de madrugada. Em cima da mesa, estava uma carta, subscrita por 120 militantes afetos à moção E, a pedir a antecipação da Convenção Nacional do partido, prevista para o próximo ano.

No fundo, subscritores como o histórico Mário Tomé ou os antigos deputados Pedro Soares e Carlos Matias punham em causa a liderança de Catarina Martins, devido ao desaire eleitoral que levou à perda de 14 deputados nas legislativas de 30 de janeiro passado.

A Direção do BE considera, porém, que a antecipação da convenção beneficiaria apenas a maioria absoluta do PS, pois iria coincidir "com os primeiros meses da maioria absoluta, sem que os efeitos do Orçamento (em discussão até junho) pudessem ser minimamente avaliados pela população".

Por isso, os dirigentes afetos a Catarina Martins acusam a oposição interna de pretender "paralisar o partido, apenas para substituir a direção". Os críticos desmentem e alegam que é preciso tirar "lições de forma consequente" do resultado das legislativas que fizeram com que o BE ficasse com cinco deputados.

Entre os 120 subscritores do pedido de antecipação da Convenção Nacional apenas dois integram a Comissão Política, onde a solicitação acabou por ser chumbada apenas com o voto favorável de Mário Tomé. Bruno Candeias, um dos "rostos" da Moção E, não participou na reunião por motivos profissionais. Já os críticos Miguel Oliveira e Ana Sofia Ligeiro abstiveram-se.

A proposta foi, assim, chumbada. Mas os críticos ainda não desistiram. Segundo apurámos, nos próximos dias, vão reunir para decidir se avançam com recolha de assinaturas para forçar a realização da Convenção Nacional. Para tal, precisam do apoio de 10% dos militantes, ou seja, de cerca de 900 assinaturas.

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