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Cidades estão mais ruidosas que antes da pandemia

Cidades estão mais ruidosas que antes da pandemia

A pandemia e os confinamentos alteraram a vida noturna nas cidades. Quando os bares e discotecas fecharam, ou limitaram horários, os jovens procuraram outras formas de diversão. O fenómeno do "botellon" alastrou por toda a parte, com grupos a beber e a conviver até altas horas. Uma mudança de hábitos que, de imediato, se traduziu no aumento abrupto do ruído em zonas onde antes se dormia bem melhor. O JN Urbano foi sair à noite no Porto, em Lisboa e Guimarães, ouviu as queixas dos moradores, e registou um pensamento unânime: "há mais barulho do que antes da covid."

No Baixa do Porto, a zona da Cordoaria, onde abundam restaurantes e cafés, os moradores queixam-se de viverem "num inferno", e já foram queixar-se na Assembleia Municipal contra o "botellon". Um sentimento comum aos moradores do Bairro Alto, em Lisboa, que acreditam que há agora mais barulho do que antes da pandemia. Já em Guimarães, quem mora no centro histórico diz que este está transformado num "queimódromo", com jovens estudantes a beber e a cantar noite fora.

Pedro Santos, da associação ambientalista Quercus, acredita que o fecho das discotecas durante mais de um ano "pode ter fomentado uma mudança de hábitos que veio para ficar". "A fonte do ruído temporária pode passar a ser permanente e aí deve exigir-se uma maior atuação da polícia e dos municípios", defende.

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