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Há hospitais a rejeitar fármacos que poupam milhões ao SNS

Há hospitais a rejeitar fármacos que poupam milhões ao SNS

Num país em que a despesa pública com medicamentos aumenta todos os anos, há hospitais que resistem em adotar os medicamentos biossimilares.

A taxa de adesão a estes fármacos menos dispendiosos do que os biológicos de referência era de 74% a nível nacional em novembro, segundo o Infarmed, mas varia significativamente entre regiões e hospitais. São milhões de euros que se desperdiçam todos os anos, com prejuízo para a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde, mas também para o acesso de mais doentes a estas terapêuticas.

Usados no tratamento de doenças graves, estes medicamentos que "copiam" os biológicos quando as patentes caem já permitiram poupar milhões de euros. Entre 2015 e 2021, os cinco biossimilares mais usados libertaram mais de 292 milhões de euros ao SNS, o que corresponde, por exemplo, a mais do triplo da despesa do Centro Hospitalar de S. João, em 2020, com todos os medicamentos. O Alentejo e Lisboa e Vale do Tejo (LVT) apresentam os maiores rácios de utilização de biossimilares face ao total de unidades de cada substância ativa (67,6% e 66,1%, respetivamente). Segue-se o Norte com 56,1%, o Algarve (53%) e o Centro (50,9%).

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